Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Na Mira

Saiba quem é chefão do Comboio do Cão que estava em hospital do DF

Um dos líderes da facção Comboio do Cão é investigado por homicídios e está cumprindo pena por integrar organização criminosa

23/01/2025 09:37, atualizado 23/01/2025 09:40
Reprodução
preso sendo escoltado chefão do Comboio do Cão vai ao hospital

Conhecido como “FB”, Fabiano Sabino Pereira é considerado um dos chefões da facção criminosa Comboio do Cão (CDC). Nesta semana, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) ficou sob forte escolta policial quando FB foi ao local fazer exames de rotina.

Preso desde 2017, ele  foi condenado a 9 anos, 9 meses e 22 dias de reclusão por integrar organização criminosa, com agravo da pena por comandar uma facção.

FB é considerado braço direito do chefão do CDC, William Peres Rodrigues – o Wilinha –, preso em Paranhos (MS), na fronteira com o Paraguai, durante uma megaoperação desencadeada pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em abril de 2021.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Além da prisão por organização criminosa, FB ainda é investigado por diversos homicídios. Como a coluna Na Mira revelou, ao menos três homicídios qualificados e uma tentativa de assassinato, cometidos entre 2013 e 2015, segundo denúncia do Ministério Público.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Anteriormente, em 2002, ele foi preso por tráfico de drogas no Recanto das Emas (DF) e, cinco anos depois, tentou matar a ex-companheira a tiros.

Violência da facção

A organização criminosa comandada pelo agora condenado atua em toda a capital federal, por meio da prática de crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios e lavagem de dinheiro.

Uma característica que chama a atenção é a violência da facção para eliminar desafetos e traficantes rivais, com uso de pistolas de grosso calibre e de última geração, além de acessórios que aumentam o poder de fogo – como seletores de rajadas e carregadores estendidos.

Durante as investigações, o Decor identificou que Wilinha passou por alguns estados antes de se estabelecer na fronteira entre Brasil e Paraguai, de onde supostamente enviava drogas e armas para o grupo no Distrito Federal.

À época, William foi preso em uma residência e não reagiu à ação dos policiais. No imóvel, foi encontrada uma pistola calibre 9 mm, com carregador estendido e grande quantidade de munição. Após a detenção, ele foi imediatamente levado para a cidade de Dourados (MS) e, depois, transportado para Brasília pela aeronave da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PCDF.