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Quem era o suspeito de matar a esposa e o neto de 13 anos com picareta
A mulher e o neto estavam dormindo, em quartos diferentes, quando foram mortos com golpes de picareta. Após o crime, o homem se enforcou
atualizado
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O homem de 64 anos suspeito de matar esposa e o neto de 13 anos, enquanto eles dormiam, com uma ferramenta conhecida como picareta, foi identificado como Antônio Carreiro de Sousa (foto em destaque).
O duplo homicídio ocorreu na noite de sexta-feira (3/4)e é apurado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Águas Lindas (GO), no Entorno do Distrito Federal.
Segundo a investigação, após assassinar as vítimas — Tertúlia Bezerra da Silva Sousa, de 63 anos, e o neto Davi Correia de Sousa, de 13 anos, o autor do crime se enforcou no quintal da casa onde moravam. No mesmo lote, morava a mãe de Davi, que não estava em casa no momento do crime.
Cena horripilante
A mulher estava no quarto dela em cima da cama. O menino estava em outro quarto, também na cama. A suspeita é de que os dois, que estavam com ferimentos na cabeça provocados por uma “picareta”, tenham sido mortos enquanto dormiam.
O neto chamou o amigo para ir à casa dos parentes após não conseguir contato com eles. No local, os dois encontraram uma cena horripilante, com três corpos em distintos locais da casa.
Imagens:
Sonhos interrompidos
Dona de casa, Tertulia foi descrita pela filha, Lúcia Carreiro 43 anos, como uma mulher dedicada ao lar. Já Davi, estudava, gostava de jogar bola e de videogame com os primos. Segundo a mãe, ele sonhava com o futuro: na infância, dizia que queria ser policial; mais velho, passou a dizer que desejava ser jogador de futebol.
Filha de Tertulia e mãe do adolescente, Lúcia contou ao Metrópoles que o neto e os avós eram muito apegados. Tanto que ela confiou em viajar e deixar o menino aos cuidados dos avós.
“A sensação é de não ter mais família”
Abalada, ela relatou que o pai enfrentava problemas com bebida alcoólica, o que gerava preocupação na família.
“Ele andava bebendo e minha mãe sempre pedia para ele parar. Mas fazia dois dias que ele não estava bebendo. Todos nós éramos contra a bebida dele”, disse.
No momento do crime, Lúcia estava fora. Ela viajava para o Ceará quando recebeu a notícia por telefone, dada por uma sobrinha. “Minha sorte é que eu não estava em casa, se não também teria sido eu”, afirmou.
Agora, a dor da perda marca a sobrevivente. “A sensação é de não ter mais família”, desabafou.






