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Quem é o dentista que passava mão na bunda de pacientes: “Só panicat”

Com comentários constrangedores e cheios de assédio, o dentista agarrava e passava a mão nas partes íntimas das vítimas dentro da clínica

atualizado

metropoles.com

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Homem sorrindo
1 de 1 Homem sorrindo - Foto: Reprodução

Com uma longa lista de vítimas, o dentista Danilo Sergio Carvalho Sousa, de 50 anos, costumava “selecionar” as funcionárias que contratava para trabalhar em sua clínica, em um shopping na área central de Brasília. Com comentários constrangedores e recheados de assédio, o profissional agarrava, passava a mão nas partes íntimas das vítimas enquanto se gabava de contratar só “panicats” e “boazudas”. O dentista foi preso nesta segunda-feira (24/3) acusado se uma série de crimes sexuais contra pacientes e colaboradoras.

Pelo menos quatro mulheres denunciaram terem sido vítimas do profissional, que chegou a ser indiciado por estuprar uma paciente quando ela estava deitada na cadeira de atendimento, ainda em 2012. Todos os relatos são categóricos em afirmar que o dentista tinha o costume de beijar, “dar tapas na bunda” das mulheres e tentar beijá-las à força. O suspeito foi preso por equipes da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), e deverá passar por audiência de custódia nesta terça-feira (25/3).

De acordo com as investigações, em outubro do ano passado, ao finalizar o atendimento de uma paciente, o dentista deu dois tapas na bunda da mulher, sem seu consentimento. Assustada e sem reação, a vítima deixou o consultório. Ela retornou dois meses depois para finalizar o atendimento e foi novamente atacada. Na ocasião, o agressor tentou beijá-la, mas a vítima virou o rosto. Violento, o dentista puxou a mulher e, usando a força, cheirou o pescoço e apertou a bunda dela chamando-a de “boazuda”. A paciente empurrou o profissional e deixou a clínica correndo.

Uma funcionária da clínica também passou pelo menos quatro anos sendo assediada pelo dentista, sempre com “passadas de mão” pelo corpo dela. Como método de defesa, a vítima passou a gritar quando o dentista começava com os assédios e contato físico. Os ataques ocorriam sempre quando o profissional estava a sós com as vítimas dentro do consultório. Outra funcionária foi agarrada à força pelo dono do consultório.

Veja imagens do dentista sendo preso:

Mais vítimas

Investigadores da 5ª DP ainda identificaram o caso de uma mulher que procurou a clínica, no ano passado, em desespero. Ela alegava que sua filha havia sido abusada pelo dentista durante a consulta. À polícia, a jovem contou que o dentista costumava elogiá-la de forma exagerada, provocando desconforto e constrangimento. Em certo dia, ao final de um atendimento de rotina, a paciente se levantou da cadeira e o profissional passou a mão e deu um tapa em sua bunda, sem seu consentimento.

A jovem relatou não ter conseguido esboçar reação na hora do ataque, pois não acreditava no que havia acontecido, só tendo processado o ocorrido após conversar com sua mãe, que, então, procurou as autoridades. A polícia identificou que o dentista mantinha o mesmo padrão de ataque, iniciando os assédios sexuais verbalmente, fazendo comentários sobre a aparência das vítimas e dissimulando por meio de brincadeiras e “elogios”.

O agressor realizava os assédios sexuais físicos em momentos em que se encontrava sozinho com a vítima, de forma que a mulher estivesse mais vulnerável e não existissem testemunhas. O criminoso também se aproveitava das vítimas, fosse pela relação chefe-funcionário, dentista-paciente, ou pelo fato de as mulheres serem pelo menos vinte anos mais jovens que o suspeito, desigualando ainda mais a relação de poder.

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