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Na Mira

Preso só de avental, traficante "Coronel" é capturado em hospital antes de cirurgia

“Coronel” estava internado sem identificação e foi monitorado antes da captura pelos agentes. Ele é acusado de chefiar o tráfico no Rio

23/06/2026 15:31
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Material cedido ao Metrópoles
traficante sendo preso em hospital

Apontado como um dos criminosos mais violentos do tráfico carioca e acusado de mandar espancar até a morte uma jovem de 22 anos que se recusou a sair com ele, o traficante Bruno da Silva Loureiro, conhecido como “Coronel”, foi preso nesta segunda-feira (22/6), quando se preparava para passar por uma cirurgia em um hospital do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, o criminoso estava internado sem identificação e vinha sendo monitorado pelos agentes, que efetuaram a captura antes do procedimento.

Há mais de duas décadas no comando da comunidade do Muquiço, em Deodoro, Zona Oeste do Rio, “Coronel” acumula uma extensa ficha criminal e possui 12 mandados de prisão pendentes. Ele responde por tráfico de drogas, homicídios, roubos, porte ilegal de arma de uso restrito, receptação e lesão corporal, além de ser apontado como responsável por desaparecimentos e ocultação de cadáveres.

O traficante é acusado de ordenar a morte de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, em agosto do ano passado. De acordo com investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a jovem foi sequestrada por comparsas após deixar um baile funk na comunidade da Coréia, em Senador Camará, porque teria recusado um convite para sair com o chefe do tráfico do Muquiço.

Espancamento brutal

Segundo a polícia, Sther foi levada para uma casa na comunidade, onde passou horas sendo espancada brutalmente por dois homens apontados como seguranças de “Coronel”. Já inconsciente e com o rosto completamente desfigurado, a vítima foi abandonada na casa da família, na Vila Aliança.

O laudo apontou como causas da morte hemorragia subaracnóidea, traumatismo craniano e múltiplas lesões provocadas por violência extrema. Familiares relataram que precisaram gastar cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto da jovem para o sepultamento.

Além desse caso, o criminoso foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por participação em uma chacina ocorrida em março de 2021 no Parque Madureira, quando cinco pessoas foram baleadas durante uma partida de futebol. Um dos mandados mais recentes contra ele foi expedido por homicídio e organização criminosa.

Facção criminosa

Segundo informações do Disque Denúncia, “Coronel” vinha encontrando dificuldades para se esconder. Integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) em outras comunidades teriam resistido à sua presença por receio de que as frequentes operações policiais para capturá-lo afetassem os territórios dominados pelo grupo.

Considerado um líder temido e conhecido por impor regras sob ameaça de morte, Bruno da Silva Loureiro era apontado pela polícia como uma das principais lideranças do tráfico na Zona Oeste do Rio.