Polícia encontra cartas em casa de diretora de escola e esposa mortas
A PCGO também apura informações que circulam nas redes sociais sobre uma suposta dívida relacionada a jogos

Após a diretora de um colégio estadual Tatiana Chagas, de 51 anos, e sua companheira Vanessa Souza, de 42 anos (foto em destaque) serem encontradas mortas no último domingo (21/6), dentro da residência onde moravam, em Anápolis (GO), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) segue investigando as circunstâncias das mortes. A corporação analisa cartas encontradas na casa das mulheres e apura uma suposta dívida relacionada a jogos.
No domingo, sem conseguir contato com as duas, familiares das vítimas teriam acionado a Polícia Militar de Goiás. Com o apoio de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os óbitos foram constatados ainda no local.
De acordo com o delegado Cleiton Lobo, responsável pelo caso, agentes estiveram no local e encontraram algumas cartas. O conteúdo das mensagens não foi revelado para não comprometer as investigações.
A PCGO já ouviu algumas testemunhas e, nas próximas etapas, pretende colher depoimentos de pessoas próximas às vítimas. A principal linha de investigação aponta para a hipótese de que as duas tenham tirado a própria vida. No entanto, os novos depoimentos deverão ajudar a esclarecer se houve algum fator que possa ter motivado a decisão.
A polícia também apura informações que circulam em páginas de redes sociais sobre uma suposta dívida relacionada a jogos. Os investigadores buscam verificar se houve qualquer tipo de coação ou influência externa envolvendo o caso.
“Amor e dedicação”
Nas redes sociais, a vereadora Andreia Rezende publicou uma nota de pesar e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e alunos da educadora.
Na homenagem, a parlamentar destacou o legado deixado por Tatiana. “Tatiana dedicou anos de sua vida à educação, contribuindo para a formação de tantas histórias e deixando um legado de compromisso, amor e dedicação”, escreveu.
Posicionamento da Seduc
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO) também lamentou a morte da professora e gestora educacional. Em nota, a pasta destacou que Tatiana atuou por mais de 22 anos na educação pública goiana. Formada em História, ela exercia funções de gestão escolar desde 2018 e, atualmente, estava lotada no Colégio Estadual Professor Heli Alves.
“Tatiana construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a aprendizagem, pela liderança e pelo cuidado com estudantes, professores e toda a comunidade escolar”, informou a secretaria.



