Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Na Mira

"Pocahontas" sai da cadeia, mas noivo golpista permanece em cana

A rotina de luxo vivida por Luan Matheus era exposta cotidianamente nas redes sociais, utilizando-se principalmente da conta de Pocahontas

03/07/2026 02:32
Compartilhar notícia
Reprodução/Redes sociais
homem abraçado com mulher

A influenciadora Lara Daniella Oliveira Cruz, a “Pocahontas”, foi colocada em liberdade ainda na noite dessa quarta-feira (1º/7), poucas horas após ter sido detida na Operação Black Card. A decisão que garantiu sua soltura contrasta com a situação de seu noivo, Luan Matheus Feliciano. O companheiro de Lara permanece preso por força de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça do Distrito Federal.

Enquanto a defesa de Lara obteve sucesso célere em sua liberação, os investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concentram os holofotes sobre a figura de Luan Matheus. De acordo com apuração da coluna Na Mira, Luan adorava ostentar uma vida de altíssimo padrão financeiro, chamando a atenção pela total ausência de uma profissão declarada ou de qualquer fonte de renda legítima que pudesse comprovar e justificar o elevado padrão de luxo, carros importados e viagens para destinos paradisíacos.

Luan não é um novato nos registros policiais. As investigações apontam que o suspeito já foi preso anteriormente em flagrante pelo crime de estelionato, evidenciando uma dedicação contínua às práticas fraudulentas que sustentavam o patrimônio do casal.

Veja imagens:

“Pocahontas” sai da cadeia, mas noivo golpista permanece em cana - destaque galeria
9 imagens
Conhecida no submundo do crime pela alcunha de “Pocahontas do golpe”, Lara Daniella Oliveira Cruz tinha um apetite insaciável pelo luxo extremo
A PCDF afirmou que não divulgará nomes, mas a coluna Na Mira apurou que  Lara está presa temporariamente, por cinco dias, até que as investigações avancem
Os passeios de Lara eram invariavelmente recheados de gastronomia sofisticada nos restaurantes mais caros e aventuras a bordo de potentes jet skis
Em suas redes sociais, a suspeita ostenta estadias em hotéis e resorts de altíssimo poder aquisitivo
Quase sempre desfilando de biquíni e posando ao lado de carrões importados de marcas alemãs, ela exibia uma realidade incompatível com qualquer atividade lícita formal
A morena presa operava fraudes eletrônicas. Conhecida no submundo do crime pela alcunha de “Pocahontas do golpe”, Lara Daniella Oliveira Cruz tinha um apetite insaciável pelo luxo extremo
1 de 9

A morena presa operava fraudes eletrônicas. Conhecida no submundo do crime pela alcunha de “Pocahontas do golpe”, Lara Daniella Oliveira Cruz tinha um apetite insaciável pelo luxo extremo

Reprodução/Redes sociais
Conhecida no submundo do crime pela alcunha de “Pocahontas do golpe”, Lara Daniella Oliveira Cruz tinha um apetite insaciável pelo luxo extremo
2 de 9

Conhecida no submundo do crime pela alcunha de “Pocahontas do golpe”, Lara Daniella Oliveira Cruz tinha um apetite insaciável pelo luxo extremo

Reprodução/Redes sociais
A PCDF afirmou que não divulgará nomes, mas a coluna Na Mira apurou que  Lara está presa temporariamente, por cinco dias, até que as investigações avancem
3 de 9

A PCDF afirmou que não divulgará nomes, mas a coluna Na Mira apurou que  Lara está presa temporariamente, por cinco dias, até que as investigações avancem

Reprodução/Redes sociais
Os passeios de Lara eram invariavelmente recheados de gastronomia sofisticada nos restaurantes mais caros e aventuras a bordo de potentes jet skis
4 de 9

Os passeios de Lara eram invariavelmente recheados de gastronomia sofisticada nos restaurantes mais caros e aventuras a bordo de potentes jet skis

Reprodução/Redes sociais
Em suas redes sociais, a suspeita ostenta estadias em hotéis e resorts de altíssimo poder aquisitivo
5 de 9

Em suas redes sociais, a suspeita ostenta estadias em hotéis e resorts de altíssimo poder aquisitivo

Reprodução/Redes sociais
Quase sempre desfilando de biquíni e posando ao lado de carrões importados de marcas alemãs, ela exibia uma realidade incompatível com qualquer atividade lícita formal
6 de 9

Quase sempre desfilando de biquíni e posando ao lado de carrões importados de marcas alemãs, ela exibia uma realidade incompatível com qualquer atividade lícita formal

Reprodução/Redes sociais
Além das viagens e da ostentação automotiva, Lara Daniella mantinha uma obsessão por joias valiosas e roupas de grifes internacionais
7 de 9

Além das viagens e da ostentação automotiva, Lara Daniella mantinha uma obsessão por joias valiosas e roupas de grifes internacionais

Reprodução/Redes sociais
Para dar uma roupagem de legalidade à fortuna acumulada de forma fraudulenta, ela mantinha uma loja de sapatos voltada especificamente, segundo as investigações, para lavar o dinheiro do crime
8 de 9

Para dar uma roupagem de legalidade à fortuna acumulada de forma fraudulenta, ela mantinha uma loja de sapatos voltada especificamente, segundo as investigações, para lavar o dinheiro do crime

Reprodução/Redes sociais
Ela foi detida e responderá pelo crime de associação criminosa e fraude
9 de 9

Ela foi detida e responderá pelo crime de associação criminosa e fraude

Reprodução/Redes sociais

Rotina de ostentação

A  rotina de ostentação vivida por Luan Matheus era exposta cotidianamente nas redes sociais, utilizando-se principalmente da conta de sua companheira, Lara Daniella. Através do perfil digital da namorada, o investigado exibia viagens para resorts exclusivos em qualquer época do ano, além da aquisição constante de veículos de luxo, ostentação de joias de alto valor e roupas de marcas internacionais conceituadas.

Segundo as investigações conduzidas pela Coordenação de Repressão às Fraudes (CORF), Lara Daniella exercia um papel crucial como uma das principais operadoras financeiras do esquema. O passatempo favorito de “Pocahontas” consistia em dilapidar o dinheiro oriundo dos crimes eletrônicos em destinos paradisíacos ao redor do mundo. Fosse sob o sol de praias exclusivas e reservadas do Nordeste brasileiro ou cortando as águas quentes e cristalinas de Dubai, do outro lado do mundo, a investigada fazia questão de registrar sua rotina.

Os passeios de Lara eram invariavelmente recheados de gastronomia sofisticada nos restaurantes mais caros e aventuras a bordo de potentes jet-skis. Em suas redes sociais, a suspeita ostentava estadias em hotéis e resorts de altíssimo poder aquisitivo. Quase sempre desfilando de biquíni e posando ao lado de carrões importados de marcas alemãs, ela exibia uma realidade incompatível com qualquer atividade lícita formal.

Lavagem de dinheiro

Além das viagens e da ostentação automotiva, Lara Daniella mantinha uma obsessão por joias valiosas e roupas de grifes internacionais. Para dar uma roupagem de legalidade ao dinheiro acumulado de forma fraudulenta, ela mantinha uma loja de sapatos e de suplementos voltada especificamente, segundo as investigações, para lavar o dinheiro do crime.

A investigação aponta que ela atuava diretamente no núcleo operacional e financeiro do grupo criminoso. Sua função consistia em prestar apoio logístico à execução das fraudes eletrônicas, coordenar a movimentação e a ocultação de valores ilícitos e gerenciar o recebimento de parte expressiva dos lucros do esquema.

Outro ponto crucial levantado pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão às Fraudes (DCV/CORF) é que Lara é proprietária e administradora de um canal no Telegram voltado para apostas eletrônicas — prática proibida no Brasil caso a empresa não possua a devida regulamentação nos órgãos federais.

Estrutura criminosa

A ofensiva policial deflagrada visa desarticular por completo a organização criminosa especializada em invasão de sistemas, estelionatos com cartões bancários e lavagem de capitais. Ao todo, os agentes cumpriram 18 mandados judiciais, sendo sete de prisão temporária e 11 de busca e apreensão.

O modus operandi do grupo era altamente sofisticado. Os criminosos obtinham dados e cartões bancários de terceiros de forma ilícita e utilizavam maquininhas de pagamento cadastradas sob CPFs e CNPJs de fachada. Para maximizar os lucros, criavam links falsos de cobrança e pulverizavam os montantes recebidos por meio de empresas recém-abertas e contas bancárias de laranjas.

A polícia descobriu que, após a prisão de um dos cabeças do grupo em uma ação policial anterior, os membros restantes entraram em alerta. Passaram a apagar perfis nas redes sociais, trocar de números de telefone e reduzir drasticamente as aparições públicas para dificultar o trabalho de rastreamento.

Outro lado

A estrutura contava com divisão rigorosa de tarefas: captadores de dados, executores das fraudes, recrutadores de laranjas e administradores financeiros responsáveis por alterar registros em órgãos públicos. Nas contas dos investigados, foram identificadas movimentações financeiras totalmente incompatíveis com a renda declarada. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam grande quantia em dinheiro vivo, relógios de luxo e celulares.

A defesa de Lara Daniella publicou uma nota a respeito da prisão da suspeita durante a operação da PCDF. A advogada Luma Benjamim informou que a investigada, desde o primeiro momento, “se colocou e permanece à inteira disposição das autoridades, colaborando de forma ativa e transparente com o andamento das investigações”.

“A verdade prevalecerá e estamos empenhados em demonstrá-la nos autos”, encerrou a advogada. A defesa de Luan Matheus não foi localizada para se manifestar sobre a manutenção de sua prisão temporária até o fechamento desta edição.