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PF mira comandante-geral da PM e deputado por venda ilegal de armas

Comandante-geral da PMRR teria esquema com filhos para venda ilegal de armas de fogo, segundo investigação da PF. Deputado estaria envolvido

atualizado

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (23/10), duas operações para investigar a venda ilegal de armas de fogo e munição em Roraima. As forças-tarefa miram o comandante-geral da Polícia Militar do estado (PMRR), coronel Miramilton Goiano de Souza, e o deputado estadual Rarison Barbosa (PMB).

As equipes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, em Boa Vista (RR) e em Fernandópolis (SP). As investigações dão conta de que Miramilton comandava, desde 2017, um esquema de vendas de armas e munição. Os policiais penais Renê Pugsley de Souza e Reniê Pugsley de Souza, filhos do coronel, também atuavam no comércio ilícito, segundo a PF.

Em novembro de 2023, durante uma operação em Pacaraima (RR), a PF prendeu um suspeito de envolvimento com tráfico de drogas. Com ele, os policiais encontraram uma pistola registrada em nome de Renê; porém, o item teria sido comprado de outra pessoa, segundo o preso.

O comandante Miramilton, então, ordenou que um tenente da PMRR fosse à delegacia de Pacaraima para pegar a arma de volta. Esse tenente, então, ligou para Renê, o qual confirmou ser dono da arma, mas alegou ter “doado” o item.

A PF concluiu que esse se tratava de um exemplo da venda ilegal de armas de fogo efetuado pelo trio investigado e que, no caso do deputado Rarison, haveria algum tipo de vínculo dele com o grupo.

Defesas

Por meio de nota, a Polícia Militar de Roraima informou ser “fundamental” respeitar “o andamento das investigações”. “É importante destacar que todas as armas apreendidas na operação estão devidamente registradas. O coronel Miramilton Goiano é um colecionador, atirador e caçador (CAC), além de instrutor de tiro, credenciado por instituições reconhecidas”, ressaltou a corporação.

Por meio das mídias sociais, o deputado Rarison Barbosa se mostrou “surpreendido” ao ter o nome vinculado à operação e se colocou “à disposição para contribuir com as autoridades competentes”. “Desconheço os motivos pelos quais fui associado a essa operação, uma vez que nunca tive qualquer envolvimento com atividades ilícitas, especialmente no que diz respeito ao comércio de armas”, afirmou o parlamentar.

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