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PF investiga 5 pessoas envolvidas na morte de Dom e Bruno no Amazonas

Peritos criminais da Polícia Federal devem iniciar os exames nos restos mortais nesta sexta-feira (17/6)

atualizado 16/06/2022 15:16

Região do Vale do Javari, onde o indigenista e o jornalista desapareceramMaterial cedido ao Metrópoles

Ao menos cinco pessoas são investigadas por envolvimento nas mortes do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira. Duas já estão presas: Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, e o irmão dele Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos. Um terceiro teria auxiliado na execução, outro na ocultação dos corpos, e o quinto seria o mandante. Os nomes dos três, entretanto, não foram revelados.

Os corpos de Dom e Bruno desembarcarão em Brasília por volta das 19h30 desta quinta-feira (16/6). Os remanescentes humanos foram enviados para Tabatinga (AM) e serão periciados no Instituto de Criminalística da Polícia Federal.

Peritos criminais da Polícia Federal devem iniciar os exames nos restos mortais localizados no Vale do Javari, no Amazonas, nesta sexta-feira (17/6). A previsão é que o laudo fique pronto na próxima semana.

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Conforme a coluna revelou, os restos humanos foram encontrados no local em que estavam sendo feitas as escavações. Dom e Bruno desapareceram em 5 de junho.

A polícia procura os outros suspeitos do crime. O superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Alexandre Fontes, confirmou, na noite dessa quarta-feira (15/6), em uma entrevista à imprensa, que Pelado confessou ter assassinado o jornalista e o indigenista.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou, nesta quinta-feira (16/6), sobre o assassinato do indigenista brasileiro e do jornalista britânico, que desapareceram durante expedição no Vale do Javari. “Nossos sentimentos aos familiares e que Deus conforte o coração de todos!”, disse, em uma rede social.

“Coração partido”

Em comunicado divulgado em nome da irmã do jornalista inglês Dom Phillips, Sian, seu irmão Gareth, e seus parceiros e filhos, a família Philips expressou pesar pelo assassinato do profissional e do ativista indígena Bruno Pereira.

“Estamos com o coração partido pela confirmação de que Dom e Bruno foram assassinados e estendemos nossas mais profundas condolências a Alessandra, Beatriz e aos demais familiares brasileiros de ambos os homens. Somos gratos a todos que participaram da busca, especialmente aos grupos indígenas que trabalharam incansavelmente para encontrar evidências do ataque”, diz um trecho da nota.

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