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PF faz operação contra desvio de remédios para crianças indígenas

Investigação aponta desvio na compra de remédios para malária e verminoses em indígenas. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão

atualizado

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DSEY/Reprodução
Criança Yanomami com malária - Metrópoles
1 de 1 Criança Yanomami com malária - Metrópoles - Foto: DSEY/Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (30/11), operação contra o desvio de remédios para crianças indígenas Yanomami em Roraima. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão. A investigação aponta desvio na compra de remédios para malária e verminoses.

A apuração começou com um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) após reportagem que mostrava a falta de medicamentos para malária.

Essa situação foi denunciada inicialmente em uma carta da Hutukara Associação Yanomami em julho deste ano.

“Nossas crianças chegam ao ponto de expelir vermes pela boca e isso não pode acontecer”, denunciou a associação na carta.

Falta de remédios

Após as denúncias, o MPF identificou recebimento de vermífugo em quantidades inferiores ao adquirido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI-Y). O órgão é vinculado ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) do Ministério da Saúde.

De acordo com investigação da PF, que também abriu inquérito, de 90 tipos de remédios adquiridos pelo Distrito, apenas 30% teriam realmente chegado aos indígenas.

Isso significa 10.193 crianças desassistidas, resultando no aumento de infecções e manifestações de formas graves da doença.

Segundo a PF, os recibos dos medicamentos seriam fraudados por agentes públicos para parecer que todo o remédio tinha sido recebido.

Empresário

Ainda de acordo com a PF, o empresário suspeito de se beneficiar do esquema também é investigado em outra ação, por suspeitas de participação em um esquema de desvio de recursos públicos do combate à Covid-19 em Roraima. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Os investigados devem responder por fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação. A soma das penas para estes crimes pode ultrapassar 35 anos de reclusão.

A operação foi batizada de Yoasi, que para os Yanomami é responsável pela morte do mundo.

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