PCDF procura homem que mantinha adolescente do MA como escrava sexual
Adão Silva de Sousa e a esposa mantinham a garota de 15 anos na fazenda do casal para que, futuramente, ela desse um filho ao indivíduo

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) busca por Adão Silva de Sousa (foto em destaque), suspeito de praticar escravidão sexual contra uma adolescente de 15 anos trazida pelo suspeito do Maranhão à capital.
Conforme noticiou a coluna, Adão e a esposa são criadores de um plano macabro que misturava exploração sexual, cárcere e a idealização de uma gravidez forçada. O casal, que mora em uma fazenda no Incra 7, em Brazlândia (DF), chegou a ser preso durante a semana.
Na última quarta-feira (10/6), a Polícia Militar (PMDF) havia conduzido o casal para a delegacia, mas a PCDF ainda não havia reunido elementos que respaldassem a prisão em flagrante, e ambos foram liberados. Após juntar provas, porém, a prisão preventiva foi pedida. A mulher foi capturada, mas Adão fugiu nesse período e segue sendo procurado.
A população pode ajudar a PCDF nas buscas. Caso alguém possua informações sobre o paradeiro de Adão Silva de Sousa, o telefone 197 está disponível para denúncias. O sigilo é absoluto.
Veja imagens do indivíduo:
Gravidez forçada
O horror do caso reside no planejamento milimétrico dos suspeitos. Segundo as investigações, o casal arquitetou minuciosamente a vinda da adolescente de 15 anos com o objetivo expresso de inseri-la em uma dinâmica afetiva e sexual forçada.
Em depoimento, os investigados admitiram o propósito torpe: manter a adolescente sob total controle para que ela fosse estuprada pelo homem e, consequentemente, gerasse um filho para o núcleo familiar.
Para manter o silêncio e a submissão da vítima, os criminosos assumiram integralmente a manutenção financeira da jovem. Eles forneciam moradia, alimentação e vestuário, criando uma barreira de dependência econômica e assistencial que impedia qualquer chance de fuga ou denúncia.
Trabalhos pesados
Retirada abruptamente de seu estado de origem, a adolescente passou a viver sob a influência exclusiva do casal. A investigação apontou que ela foi privada do direito à educação, sendo afastada das atividades escolares, e era obrigada a auxiliar em trabalhos pesados na propriedade rural.
“A menor foi inserida em uma dinâmica afetiva e sexual previamente idealizada pelo casal”, apontam os elementos reunidos pela PCDF.
A gravidade da situação fez com que a Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) expedisse os mandados de prisão preventiva em caráter de urgência.
Enquadramento penal
O casal responderá, inicialmente, pelo crime previsto no artigo 218-B, § 2º, inciso I, do Código Penal, que tipifica a exploração sexual de adolescentes mediante o oferecimento de vantagens econômicas ou assistenciais.
A PCDF segue investigando o caso para apurar se outros crimes, como redução a condição análoga à de escravo ou estupro de vulnerável, serão aditados ao inquérito.








