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Na Mira

PCDF prende quatro pessoas por fraude em acessos do Detran e Na Hora.

As prisões foram feitas na 4ª fase da Operação Código Fantasma; grupo instalava equipamentos clandestinos para conseguir os acessos

28/08/2026 09:39, atualizado 28/08/2026 10:46
Reprodução / PCDF
PCDF prende quatro pessoas por fraude nos acessos Detran e Na Hora

Policiais civis da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) deflagraram, nesta sexta-feira (28/8), a 4ª fase da Operação Código Fantasma. A ação desarticulou uma organização criminosa que instalava clandestinamente equipamentos capazes de permitir acesso remoto ao sistema do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) para realizar alterações ilícitas.

Vídeo da operação:

Ao todo, quatro homens de 33, 39, 45 e 47 anos foram presas preventivamente. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga Norte, Recanto das Emas, Candangolândia e Vicente Pires.

A Justiça também determinou o sequestro de bens móveis e imóveis ligados à organização criminosa, além do bloqueio de contas bancárias em nome dos investigados, como forma de evitar a dissipação dos valores.

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O líder do grupo, preso durante a operação desta sexta-feira, tentou fugir no momento da abordagem e jogou dispositivos eletrônicos no vaso sanitário da residência, na tentativa de destruir provas.

Durante a ação, os policiais também apreenderam joias, uma arma de fogo e diversos dispositivos eletrônicos, que serão encaminhados para perícia.

Imagens: 

PCDF prende quatro pessoas por fraude em acessos do Detran e Na Hora - destaque galeria
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A ação desarticulou uma organização criminosa que instalava clandestinamente equipamentos capazes de permitir acesso remoto ao sistema do Detran e do Na Hora
As buscas foram cumpridas em Taguatinga Norte, Recanto das Emas, Candangolândia e Vicente Pires
Durante os mandados de busca, uma arma foi encontrada em um dos endereços
Um carro de luxo também foi apreendido pelos policiais
A apreensão incluiu joias
A PCDF deflagrou a 4ª fase da Operação Código Fantasma
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A PCDF deflagrou a 4ª fase da Operação Código Fantasma

Reprodução / PCDF
A ação desarticulou uma organização criminosa que instalava clandestinamente equipamentos capazes de permitir acesso remoto ao sistema do Detran e do Na Hora
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A ação desarticulou uma organização criminosa que instalava clandestinamente equipamentos capazes de permitir acesso remoto ao sistema do Detran e do Na Hora

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As buscas foram cumpridas em Taguatinga Norte, Recanto das Emas, Candangolândia e Vicente Pires
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As buscas foram cumpridas em Taguatinga Norte, Recanto das Emas, Candangolândia e Vicente Pires

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Durante os mandados de busca, uma arma foi encontrada em um dos endereços
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Durante os mandados de busca, uma arma foi encontrada em um dos endereços

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Um carro de luxo também foi apreendido pelos policiais
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Um carro de luxo também foi apreendido pelos policiais

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A apreensão incluiu joias
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A apreensão incluiu joias

Reprodução / PCDF

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A coluna Na Mira tenta localizar defesa dos investigados. O Detran-DF e o Na Hora também foram procurados. O espaço segue aberto para posicionamentos.

Acessos aos sistemas

As investigações apontaram que o grupo instalava equipamentos do modelo MikroTik nas redes internas de unidades públicas do Detran-DF e do Na Hora. Os dispositivos permitiam o acesso remoto ao sistema e, consequentemente, a manipulação indevida de dados.

Entre os prejuízos identificados nas fases anteriores da investigação estão inúmeras alterações no sistema, como desvinculação de débitos, cancelamento irregular de multas de trânsito, transferências ilegais de veículos e outras transações fraudulentas.

Segundo a polícia, além do prejuízo econômico, as alterações provocam impactos sociais. Todas as irregularidades identificadas foram detectadas pelo Detran-DF, que posteriormente desfez as modificações.

A instalação dos equipamentos MikroTik, utilizados para permitir o acesso remoto ao sistema do Detran-DF, teria aumentado principalmente após o aprimoramento das medidas de segurança cibernética adotadas pelo órgão para corrigir vulnerabilidades.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, estelionato qualificado pelo meio eletrônico e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas previstas para os crimes podem chegar a 32 anos de reclusão. Outros delitos poderão ser atribuídos aos envolvidos conforme o avanço das investigações.

Oito operações

Segundo a DRCC, a unidade já deflagrou oito operações contra grupos criminosos que tentavam invadir e realizar alterações no sistema do Detran-DF.

A polícia classifica o grupo investigado como uma organização sofisticada e estruturada, com divisão planejada de tarefas. A investigação desta quarta fase tem como foco uma célula especializada na instalação dos equipamentos MikroTik, que integraria uma organização criminosa de maior dimensão.

A DRCC também destaca as quatro fases da Operação By Pass, que resultaram na prisão de alguns dos principais hackers investigados por invasões ao sistema do Detran-DF.

As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os integrantes do grupo e esclarecer a estrutura e a atuação da organização criminosa maior.