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Na Mira

PCDF estoura organização que faturou R$ 5 milhões com caminhonetes de luxo

Um único integrante da organização chegou a movimentar R$ 1,5 milhão no período, pulverizando a quantia em dezenas de contas fracionadas

02/09/2026 06:56
PCDF/Reprodução
Advogado do DF é preso em flagrante com laboratório de anabolizantes

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), deflagrou nesta quarta-feira (2/9) a Operação Kiichiro. O objetivo é desarticular uma organização criminosa de alta complexidade especializada em furto, adulteração e receptação de veículos de grande porte, principalmente caminhonetes Toyota Hilux e SW4.

A ação cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 38 de busca e apreensão por todo o Distrito Federal e em três estados: Goiás, Maranhão e Paraíba. As investigações apontam que o grupo operava com divisão rígida de tarefas desde julho de 2025.

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No topo da pirâmide, lideranças articulavam o planejamento estratégico e a destinação final dos bens. Logo abaixo, executores realizavam a vigilância, escolta e invasão dos automóveis utilizando dispositivos eletrônicos avançados para burlar os sistemas de segurança e alarmes das caminhonetes.

Modus operandi

Após a subtração, a quadrilha adotava um método rigoroso para evitar a ação policial:

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  • Esfriamento: ocultação temporária dos veículos em locais discretos até que as buscas arrefecessem.
  • Adulteração: vinculação de novos sinais identificadores (chassis e placas clonadas) para reinserção no mercado clandestino.
  • Destinação: negociação dos automóveis, inclusive utilizados como moeda de troca na aquisição de entorpecentes.

O braço financeiro da organização revelou movimentações astronômicas entre junho e novembro de 2025, somando cerca de R$ 5 milhões nas contas dos investigados.

Fortuna pulverizada

Para ocultar a origem ilícita dos valores, a rede adotou a estratégia de fracionamento do capital. Um único integrante da organização chegou a movimentar R$ 1,5 milhão no período, pulverizando a quantia em dezenas de contas fracionadas e fintechs de pagamento.

O método visava burlar os alertas dos órgãos de fiscalização do sistema financeiro nacional antes de ser detectado pela análise bancária da Corpatri.