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Na Mira

PCDF desarticula bando que ameaçava vazar vídeos de sexo de modelos

Vítimas eram extorquidas sob a ameaça de divulgação na internet, especialmente em redes sociais, de vídeos e fotos fazendo sexo virtual

14/03/2024 06:29, atualizado 14/03/2024 09:56
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Dmitriy Devyatkin/Getty Images
Foto colorida de uma mulher de costas de blusa e calcinha sentada no sofá em frente ao computador com a webcam ligada - Metrópoles

Uma organização criminosa que simulava ser uma agência de modelos foi desarticulada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nas primeiras horas desta quinta-feira (14/3). Modelos e influenciadoras digitais eram aliciadas por meio das redes sociais para produzir conteúdo erótico em troca de cachês supostamente milionários. No entanto, as vítimas eram extorquidas e ameaçadas.

As vítimas eram extorquidas sob a ameaça de divulgação de vídeos e fotos íntimas em redes sociais. Intimidadas, as modelos faziam pagamentos via Pix, para contas laranjas fornecidas pela organização criminosa.

PCDF desarticula bando que ameaçava vazar vídeos de sexo de modelos - destaque galeria
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Equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão nesta manhã, em Ceilândia (DF), no Gama (DF), em Jaboatão dos Guararapes (PE), em São Paulo e em São José do Rio Preto (SP)
Vítimas eram ameaçadas para fazer pagamentos e não terem conteúdos íntimos divulgados
Uma das modelos foi coagida a fazer sexo com motorista de aplicativo durante videochamada
Operação Trap, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta quinta-feira (14/3)
Policiais identificaram vítimas no Distrito Federal e nos seguintes estados: Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo
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Policiais identificaram vítimas no Distrito Federal e nos seguintes estados: Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo

PCDF/Divulgação
Equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão nesta manhã, em Ceilândia (DF), no Gama (DF), em Jaboatão dos Guararapes (PE), em São Paulo e em São José do Rio Preto (SP)
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Equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão nesta manhã, em Ceilândia (DF), no Gama (DF), em Jaboatão dos Guararapes (PE), em São Paulo e em São José do Rio Preto (SP)

PCDF/Divulgação
Vítimas eram ameaçadas para fazer pagamentos e não terem conteúdos íntimos divulgados
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Vítimas eram ameaçadas para fazer pagamentos e não terem conteúdos íntimos divulgados

PCDF/Divulgação
Uma das modelos foi coagida a fazer sexo com motorista de aplicativo durante videochamada
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Uma das modelos foi coagida a fazer sexo com motorista de aplicativo durante videochamada

PCDF/Divulgação
Operação Trap, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta quinta-feira (14/3)
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Operação Trap, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta quinta-feira (14/3)

PCDF/Divulgação

Segundo as investigações da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia) no âmbito da Operação Trap, a organização criminosa tinha como alvo mulheres jovens, entre 18 e 30 anos, que fossem ativas nas redes sociais. Após escolher a vítima, um dos membros do bando usava um perfil falso no Instagram, dizia ser dono de uma agência de modelos e afirmava que a mulher se encaixava no perfil que eles estavam procurando.

Depois de estabelecer diálogo, para conquistar a confiança das vítimas, o membro do grupo criminoso mandava cópia de documentos, além de fotos e vídeos de conteúdos íntimos. Em seguida, induzia as mulheres a enviarem fotos e vídeos nuas, sempre com a promessa de que elas iriam seguir carreira de modelos e que conseguiriam altos cachês.

Veja imagens da operação:

Milhões de reais

Para enganar as modelos, o golpista enviava prints de extrato de contas bancárias com milhões de reais de saldo, afirmando que esses valores teriam sido alcançados fazendo trabalho de modelo, especialmente videochamada.

Em seguida, o membro do grupo, usando o perfil falso que seria da representante da agência de modelos, informava que um cliente teria se interessado por elas e que pagaria uma quantia alta – centenas de milhares de dólares – caso elas realizassem seus desejos por meio de uma videochamada pelo Facebook.

Na videochamada, o suposto “cliente” informava que não iria realizar o pagamento, alegando que as vítimas não teriam obedecido às suas diretrizes. Geralmente, as vítimas entravam em contato com a suposta agenciadora, e ela informava que iria resolver com o cliente.

Extorsão

Dias depois, as vítimas eram contatadas por outro integrante do grupo criminoso, por meio de outro perfil falso no Instagram. A vítima passava a receber os vídeos enviados para a suposta dona de agência de modelos ou gravados pelos supostos “clientes” por meio das videochamadas.

Assustadas, as vítimas entravam em contato com o primeiro perfil, supostamente da proprietária da agência de modelos, quando, então, eram informadas que a proprietária teria sido assaltada e perdido seus aparelhos celulares com as fotos e os vídeos das modelos da agência.

A vítima ainda era informada que a tal agenciadora teria conseguido negociar com o assaltante para que ele não divulgasse os vídeos das “modelos”. Para isso, as vítimas teriam que entrar em contato com um perfil do Instagram que era fornecido pela golpista. A ordem era que elas pagassem determinada quantia, de acordo com a orientação do dono desse perfil.

A PCDF identificou vítimas em Goiás, São Paulo, Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Ceilândia, Gama, Jaboatão dos Guararapes (PE), São Paulo e São José do Rio Preto (SP).