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Na Mira

PCDF afirma que dentes achados com suspeito de estupro são de crianças

O homem foi preso em São Sebastião (DF), por policiais da 30ª DP. Na casa do suspeito, os agentes acharam dentes de crianças em uma caixinha

14/08/2026 17:43, atualizado 14/08/2026 17:51
Reprodução / PCDF
Suspeito de estuprar crianças é preso pela PCDF com dentes das vítimas

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou que os dentes encontrados na casa do homem preso acusado de estuprar duas crianças são humanos. João Carlos dos Santos, de 58 anos, foi preso em 22 de julho deste ano por agentes da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião).

A coluna Na Mira apurou que os dentes são de crianças com idades estimadas entre 5 e 12 anos. De acordo com o delegado Thiago Peralva, agora a perícia vai verificar se os dentes pertencem à mesma pessoa ou a indivíduos diferentes, além de identificar o sexo.

Durante as diligências na casa do investigado, os agentes encontraram uma caixinha cheia de dentes que podem ser das vítimas dos estupros e de outras pessoas. No local, também foram achados brinquedos infantis, gibis, preservativos e um estojo com lápis e canetinhas.

Interrogado, o investigado disse não se recordar da procedência dos dentes e não sabe dizer como adquiriu o material.

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Veja imagens da casa do suspeito: 

PCDF afirma que dentes achados com suspeito de estupro são de crianças - destaque galeria
7 imagens
Brinquedos na casa do investigado
Preservativos foram localizados na casa do suspeito
Suspeito de estupros foi preso nesta quarta-feira (22/7), em São Sebastião
Quadro na casa do investigado
Gibis encontrados na casa do investigado
João Carlos dos Santos foi preso suspeito de estupros
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João Carlos dos Santos foi preso suspeito de estupros

Reprodução / PCDF
Brinquedos na casa do investigado
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Brinquedos na casa do investigado

Reprodução / PCDF
Preservativos foram localizados na casa do suspeito
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Preservativos foram localizados na casa do suspeito

Reprodução / PCDF
Suspeito de estupros foi preso nesta quarta-feira (22/7), em São Sebastião
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Suspeito de estupros foi preso nesta quarta-feira (22/7), em São Sebastião

Reprodução / PCDF
Quadro na casa do investigado
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Quadro na casa do investigado

Reprodução / PCDF
Gibis encontrados na casa do investigado
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Gibis encontrados na casa do investigado

Reprodução / PCDF
Estojo com lápis para colorir
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Estojo com lápis para colorir

Reprodução / PCDF

Operação Themis

As investigações que deflagraram a Operação Themis tiveram início a partir de comunicação formal apresentada por familiar responsável pelas vítimas, que relatou suspeita de abusos sexuais praticados por um conhecido da família. As crianças também denunciaram os abusos a um professor e ao líder de uma igreja.

Após a oitiva das pessoas envolvidas e a adoção das providências cabíveis, a apuração foi conduzida pelos investigadores lotados na Seção de Atendimento à Mulher da 30ª DP, em razão de serem capacitados no atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência.

Durante o interrogatório, o investigado confirmou que mantém relação próxima com as crianças e que as recebeu em sua residência em diversas ocasiões, porém negou a acusação de crime sexual.

Também foi apurado que o suspeito foi vítima de crimes virtuais em razão de ter sido acusado de ser estuprador.

Denúncias anteriores

De acordo com o delegado Thiago Peralva, em 2019, João Carlos foi espancado sob suspeita de aliciar crianças. Em 10 de julho deste ano, ele foi agredido novamente. Na ocasião, procurou a delegacia e registrou boletim de ocorrência por roubo. Disse que foi atacado pelas costas e chamado de “jack”, gíria usada no sistema prisional brasileiro para se referir a criminosos condenados por crimes sexuais.

Na ocasião, ele já estava sendo investigado por estupro de vulnerável, mas, como o pedido de prisão ainda estava sendo analisado pela Justiça do Distrito Federal, não foi possível prendê‑lo naquele momento.

As investigações apontaram que o suspeito atraía as crianças com lanches, gibis e brinquedos. Ele chamava as vítimas para ir à casa dele, no bairro São Bartolomeu. Todo o material utilizado foi apreendido.