Na Mira

Pai que invadiu escola no DF xingou diretor: “Fresco, saco de bosta”

De acordo com o depoimento do diretor à polícia, o pai ainda teria dito que “não criava o filho para ser fresco, mas sim para dar soco”

atualizado

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1 de 1 cef-306-norte-2 - Foto: Reprodução/Google Maps

O pai que invadiu o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 306 da Asa Norte, nessa sexta-feira (27/3), chamou o diretor da escola de “saco de bosta” e “fresco” durante a discussão com os servidores da instituição. Ele está sendo investigado pelos crimes de ameaça, desacato e injúria após invadir a escola do filho.

Segundo a apuração da coluna, o pai exigia atendimento imediato com uma professora que se encontrava em sala de aula. O motivo do contato seria para questionar a posição da escola sobre um possível caso de bullying. Segundo o pai, seu filho teria dito que sofria agressões de um colega na escola desde o ano passado.

Em depoimento, um coordenador da escola, disse que o pai se encontrava bastante “agressivo” e “exaltado”, e informou que queria “tirar satisfação” com a docente.

Nesse momento, o responsável foi informado que teria que agendar um horário de atendimento, pelo fato da professora estar em horário de aula, o que motivou ainda mais para o homem se exaltar.

Ele, então, foi encaminhado a sala de direção da escola e, durante a conversa, começou a ofender o diretor e o interromper por diversas vezes durante uma tentativa de diálogo por parte do responsável pela escola.

Durante a conversa, o pai ainda teria afirmado que ensina o filho a revidar com violência alguma agressão sofrida.

De acordo com o depoimento do diretor, o pai teria dito que “não criava o filho para ser fresco, mas sim para dar soco”.

O diretor, então, disse ao pai que qualquer forma de violência é proibida na escola. Como resposta, o responsável começou a chamá-lo de “fresco”, “saco de bosta”, além de ser uma pessoa cheia de “mimimi”.

Ainda segundo a ocorrência, foi solicitado para que o pai saísse da escola, no entanto, ele permaneceu na porta do local e começou a xingar a vigilante.

Em certo momento, ele também chegou a aparecer na porta da sala de aula da professora e passou a chamá-la de “mentirosa” na frente dos outros responsáveis.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) chegou a ser acionada, mas, ao chegarem no local, o responsável havia ido embora.

O caso agora está sob investigação da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).

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