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Operação Old West: MP denuncia 13 por lavagem de R$ 30 milhões

Investigação aponta uso de “laranjas” e participação de familiares, incluindo esposa, filhos e noras. Operação foi deflagrada em 2023

atualizado

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Foto colorida de policial levando uma homem branco com blusa branca
1 de 1 Foto colorida de policial levando uma homem branco com blusa branca - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A organização criminosa liderada pelo empresário Ronaldo de Oliveira foi denunciada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por lavagem de dinheiro e associação criminosa, no âmbito da Operação Old West. A acusação atinge 13 investigados, incluindo familiares do empresário, e ainda será analisada pela Justiça. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em dezembro de 2023, para apurar fraudes no transporte público rural do DF e corrupção de agentes públicos.

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Dono de patrimônio milionário, empresário Ronaldo de Oliveira voltou a entrar na mira da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e se tornou principal alvo de uma megaoperação desencadeada nas primeiras horas desta quarta-feira (20/12)
Policia
Operação Old West: MP denuncia 13 por lavagem de R$ 30 milhões - imagem 4
Ronaldo de Oliveira e a família são acusados de integrar uma organização criminosa e conduzir um esquema de lavagem de dinheiro com uso de batalhão formado por, ao menos, 15 laranjas e testas de ferro
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Dono de patrimônio milionário, empresário Ronaldo de Oliveira voltou a entrar na mira da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e se tornou principal alvo de uma megaoperação desencadeada nas primeiras horas desta quarta-feira (20/12)

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Ronaldo de Oliveira e a família são acusados de integrar uma organização criminosa e conduzir um esquema de lavagem de dinheiro com uso de batalhão formado por, ao menos, 15 laranjas e testas de ferro

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Operação Old West, deflagrada pela 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), cumpre nove mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão
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Operação Old West, deflagrada pela 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), cumpre nove mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão

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PCDF também pediu à Justiça o sequestro de uma série de carros de luxo e o bloqueio de contas bancárias operadas pela quadrilha
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PCDF também pediu à Justiça o sequestro de uma série de carros de luxo e o bloqueio de contas bancárias operadas pela quadrilha

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Entre os alvos estão, além de Ronaldo de Oliveira, a mulher dele, Soraya Gomes da Cunha, e os filhos do casal, Paulo Victor Viegas de Oliveira e Pedro Henrique Viegas de Oliveira. Uma nora e uma cunhada do empresário também integrariam o suposto esquema
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Entre os alvos estão, além de Ronaldo de Oliveira, a mulher dele, Soraya Gomes da Cunha, e os filhos do casal, Paulo Victor Viegas de Oliveira e Pedro Henrique Viegas de Oliveira. Uma nora e uma cunhada do empresário também integrariam o suposto esquema

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Ronaldo de Oliveira participou de esquema que desviou R$ 1 bilhão do transporte público do Distrito Federal
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Ronaldo de Oliveira participou de esquema que desviou R$ 1 bilhão do transporte público do Distrito Federal

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Família foi presa em operação
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Família foi presa em operação

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Na época da operação, Ronaldo de Oliveira, a esposa dele, Soraya Gomes da Cunha, e os filhos do casal Paulo Victor Viegas de Oliveira e Pedro Henrique Viegas de Oliveira chegaram a ser presos preventivamente durante a investigação conduzida pela 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia).

No entanto, os investigados acabaram soltos porque o Ministério Público não apresentou denúncia dentro do prazo esperado após as prisões. Sem a acusação formal, as defesas alegaram excesso de prazo nas preventivas, o que levou à revogação das prisões. Mesmo após deixarem a cadeia, os alvos continuaram submetidos a medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a investigação, Ronaldo e familiares são acusados de integrar uma organização criminosa responsável por operar um esquema de lavagem de dinheiro com uso de ao menos 15 “laranjas” e testas de ferro para ocultar recursos obtidos por meio de fraudes no transporte público rural do DF.


Quem são os denunciados

  • Ronaldo de Oliveira, 48 anos — empresário do ramo de transporte rural e apontado como líder do esquema.
  • Soraya Gomes da Cunha, 39 anos — esposa de Ronaldo e investigada por atuar na movimentação financeira do grupo.
  • Pedro Henrique Viegas de Oliveira, 27 anos — filho mais velho de Ronaldo, empresário e ex-candidato a deputado federal pelo DF em 2022
  • Paulo Victor Viegas de Oliveira, 24 anos — filho do meio de Ronaldo e apontado como beneficiário de transferências das empresas investigadas.
  • Mirelly Gomes da Cunha, 31 anos — cunhada de Ronaldo e irmã de Soraya
  • Izabely de Paula Costa de Farias, 23 anos — nora de Ronaldo e esposa de Paulo Victor.
  • Pablo Henrique Viegas de Oliveira — filho de Ronaldo com a ex-esposa Elizabete Viegas de Ataídes.
  • Letícia da Silveira Oliveira — apontada como integrante do núcleo familiar beneficiado pelas movimentações financeiras.
  • Adelino Medeiros II — investigado por receber transferências consideradas suspeitas.
  • Elizeu de Lima — apontado como participante das movimentações financeiras investigadas.
  • Elismar Donizete Borba — citado como beneficiário de transferências das empresas do grupo.
  • José Tenório Cavalcante da Silva — denunciado por participação no esquema.
  • Aldenir Alves de Sousa — investigado por participação na estrutura de ocultação de recursos.

Rede de laranjas

Os investigados usavam empresas de fachada, supermercados e contas bancárias abertas em nome de familiares e terceiros para esconder a origem do dinheiro obtido com as fraudes no transporte público rural do DF. Segundo a investigação, até filhos menores de idade de Ronaldo de Oliveira e da esposa dele, Soraya Gomes da Cunha, tiveram contas usadas no esquema. Ao todo, a corporação estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 30 milhões, sendo que o empresário teria desenvolvido um sistema sofisticado para lavar mais de R$ 31 milhões.

De acordo com a PCDF, os valores recebidos pelas empresas ligadas à organização eram rapidamente transferidos para contas-poupança ligadas aos “laranjas”, muitas vezes por meio de depósitos feitos diretamente na boca do caixa. Depois, o dinheiro era sacado em espécie ou enviado para outras contas para dificultar o rastreamento pelas autoridades.

As apurações apontam ainda que os envolvidos faziam depósitos fracionados, geralmente abaixo de R$ 50 mil, para evitar alertas automáticos ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em alguns casos, os recursos saíam das empresas, passavam pelas contas dos “laranjas” e retornavam posteriormente às próprias empresas da organização, dando aparência de legalidade às movimentações.

Segundo a polícia, a estrutura era usada para ocultar patrimônio, evitar bloqueios judiciais e disfarçar dinheiro obtido por meio de fraudes contra a administração pública e corrupção de agentes públicos.

Analista recebia propina

O pagamento de propina a um analista do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajudava a proteger o esquema de lavagem de dinheiro comandado por Ronaldo de Oliveira e garantir o funcionamento da rede de “laranjas” usada para ocultar recursos obtidos com fraudes no transporte público rural do DF.

De acordo com a PCDF, o servidor repassava informações sigilosas sobre investigações, operações policiais e processos envolvendo o empresário e as empresas ligadas ao esquema. Com acesso antecipado aos dados, a organização conseguia movimentar dinheiro, evitar bloqueios judiciais e manter ativa a estrutura de contas bancárias, empresas de fachada e testas de ferro.

As apurações apontam que o analista mantinha contato frequente com Ronaldo e teria recebido pagamentos em troca do vazamento de informações. A investigação identificou uma transferência de R$ 3 mil feita ao servidor em 2017 e outro pagamento de R$ 20 mil realizado em março de 2018, um dia antes de uma operação policial que investigava fraudes no sistema de transporte público rural do DF.

A PCDF também identificou 122 ligações telefônicas entre Ronaldo e o servidor até 24 horas antes da operação policial. Além disso, uma empresa ligada ao empresário teria transferido R$ 10 mil para a conta da esposa do analista entre janeiro e março de 2020.

Segundo a investigação, mesmo quando Ronaldo estava foragido, com mandado de prisão preventiva em aberto, o analista continuou prestando apoio ao empresário em troca de dinheiro. A polícia chegou a pedir a prisão temporária e mandados de busca contra o servidor, mas o MPDFT se manifestou contra a medida.

 

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