Mulher denuncia ex por ameaças, aciona botão do pânico e é encontrada morta
Daiana Gisele Müller, que possuía medidas protetivas de urgência contra o ex-marido, foi encontrada morta submersa em um riacho

Um crime brutal de feminicídio chocou os moradores do interior de Santa Catarina. Daiana Gisele Müller, que possuía medidas protetivas de urgência contra o ex-marido, foi encontrada morta submersa em um riacho sob uma ponte no município de Ipira. O ex-companheiro da vítima, Loreinei Moraes, confessou o assassinato e foi preso em flagrante, nesta terça-feira (21/10).
O caso veio à tona após Daiana acionar o Botão do Pânico por meio do aplicativo PMSC Cidadão. Diante da do pedido de socorro, uma equipe da Polícia Militar dirigiu-se até a residência da vítima, localizada na comunidade de Linha Capelinha. Ao chegarem ao endereço, os agentes constataram sinais de arrombamento no imóvel, o que deu início imediato às buscas pela moradora e pelo suspeito, além da coleta de dados junto a familiares.

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Ver todasDurante as diligências na região, o corpo de Daiana foi localizado submerso nas águas de um riacho próximo. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para efetuar o resgate e confirmou o óbito ainda no local. A Polícia Científica realizou a perícia na área e a remoção do corpo para exames necroscópicos.
Proteção judicial
Conforme apurado junto à Polícia Civil, Daiana havia registrado uma denúncia contra Loreinei na Delegacia de Ipira no dia 8 de outubro, após ser vítima de ameaças. As medidas protetivas de urgência foram concedidas pela Justiça no dia seguinte.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntre as determinações impostas ao agressor estavam:
- A proibição de se aproximar da vítima a uma distância inferior a 100 metros;
- O impedimento de manter qualquer tipo de contato com a mulher ou seus familiares;
- A obrigatoriedade de participação em programa voltado à reeducação e prevenção da violência doméstica, com acompanhamento psicossocial
Apesar das restrições legais impostas pela Justiça, o crime foi consumado 11 dias após a expedição da ordem judicial.
Suspeito entregou-se
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Vinícius Ferraz, o suspeito esteve na casa de Daiana na manhã do crime e, logo em seguida, deslocou-se até o município vizinho de Presidente Castello Branco. Na cidade, Loreinei procurou o posto da Polícia Militar, admitiu ter cometido o feminicídio e foi imediatamente detido. Ele foi conduzido à Polícia Civil para a formalização do flagrante.
As investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica completa do assassinato. A Polícia Civil trabalha para definir o local exato onde a vítima sofreu as agressões, se houve o emprego de armas e como o corpo foi transportado até o riacho. Os laudos periciais devem determinar a causa exata da morte.
Até o fechamento desta edição, a Polícia Militar não havia informado o tempo decorrido entre o acionamento do aplicativo e a chegada da guarnição ao local. Em nota oficial, a corporação informou que o atendimento à ocorrência foi tratado com prioridade máxima e que demais aspectos operacionais farão parte do inquérito policial.

