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Na Mira

Mulher assassinada após negar R$ 10 ao ex será velada nesta quinta (3/9)

Ex-companheiro teve ajuda de uma amiga da vítima para assassinar a mulher. Sepultamento deve ocorrer em cemitério de Taguatinga

02/09/2026 16:57, atualizado 02/09/2026 16:59
Material cedido ao Metrópoles
Mulher assassinada após negar R$ 10 ao ex será velada nesta quinta (3/9)

Nesta quinta-feira (3/9), familiares e amigos dão o último adeus a Jussiara Ferreira dos Santos — vítima de feminicídio que ocorreu em Samambaia (DF), no último sábado (29/8). O sepultamento está marcado para começar às 8h30 da manhã, no cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga.

A principal suspeita é que a vítima tenha sido morta pelo ex-marido, identificado como João Alberto Mesquita da Silva, de 44 anos. Ele foi preso em flagrante, ainda no sábado (29/8), após esfaquear Jussiara.

A Polícia Civil do Distrito Federal  (PCDF) prendeu também uma mulher, identificada como Gisele Moreira da Silva, 42, que morava com a vítima e é investigada por ter segurado a mulher para que o ex a ferisse com uma faca. Ela estava foragida e foi localizada nesta quarta (2/9), em Águas Lindas de Goiás (GO).  

Segundo as investigações, o crime teria ocorrido após Jussiara negar dar R$ 10 aos dois. Uma testemunha ouvida pela PCDF relatou que João Alberto e Gisele queriam pegar o dinheiro para comprar drogras, no entanto, a vítima teria se recusado a entregar, pois pretendia usá-lo para comprar um lanche.

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Gisele Moreira da Silva, 42 anos, amiga de Jussiara, é investigada por suspeita de participação no ataque
Jussiara Ferreira dos Santos, 42 anos, foi atacada em Samambaia e morreu após ser socorrida
João Alberto Mesquita da Silva, 44 anos, suspeito de matar a ex-companheira Jussiara Ferreira dos Santos a facadas
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João Alberto Mesquita da Silva, 44 anos, suspeito de matar a ex-companheira Jussiara Ferreira dos Santos a facadas

Reprodução/PCDF
Gisele Moreira da Silva, 42 anos, amiga de Jussiara, é investigada por suspeita de participação no ataque
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Gisele Moreira da Silva, 42 anos, amiga de Jussiara, é investigada por suspeita de participação no ataque

Reprodução/PCDF
Jussiara Ferreira dos Santos, 42 anos, foi atacada em Samambaia e morreu após ser socorrida
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Jussiara Ferreira dos Santos, 42 anos, foi atacada em Samambaia e morreu após ser socorrida

Reprodução / @snsamambaianews

Vítima pediu socorro:

  • Jussiara foi atacada por volta das 4h de sábado (29/8). Mesmo ferida, conseguiu chegar à casa de familiares e pedir ajuda;
  • Logo em seguida, ela foi levada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde morreu;
  • Familiares contaram à polícia que Jussiara e João Alberto haviam mantido um relacionamento e chegaram a morar juntos, mas estavam separados;
  • Uma das testemunhas relatou ainda que o homem já teria agredido a ex-companheira durante o relacionamento.

Ameaça após o crime

Ainda segundo o registro policial, horas após o ataque, por volta das 12h, João Alberto teria abordado uma familiar de Jussiara em via pública e a ameaçado. De acordo com o relato, ele disse que mataria a mulher e toda a família da vítima. O suspeito também teria afirmado que iria ao hospital para matar Jussiara e “terminar o serviço”.

Na casa de João Alberto, os policiais apreenderam quatro facas, um casaco e um celular. Conforme o registro policial, a entrada na residência foi autorizada pelo proprietário.

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Jussiara tinha medida protetiva

Jussiara tinha uma medida protetiva contra João Alberto. A proteção, no entanto, foi revogada em 2019, após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requerer o arquivamento do processo. À época, a Justiça do Distrito Federal entendeu que as provas reunidas não eram suficientes para justificar o início de uma ação penal.

Em decisão, a Justiça determinou o arquivamento do procedimento policial por entender que, naquele momento, não havia novas linhas investigativas a serem seguidas.

João Alberto também possui registros anteriores por ameaça e lesão corporal.


Histórico de violência:

  • Em 2015, João Alberto foi acusado de esfaquear o companheiro de uma ex-namorada por ciúmes;
  • Segundo o registro da ocorrência, ele pulou o muro da casa da mulher e invadiu a residência;
  • Durante uma luta corporal, João teria ido até a cozinha, pegado uma faca e atingido o homem nas costas, na mão direita e no braço esquerdo;
  • Mesmo ferida, a vítima conseguiu correr até um posto da Polícia Militar e, posteriormente, foi levada ao hospital;
  • Já em 2025, João Alberto foi detido e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) após, segundo a PMDF, ameaçar um vigilante e uma técnica de enfermagem em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia;
  • Conforme o registro, o homem apresentava comportamento “hostil” e “desrespeitoso” e teria tentado entrar na unidade à força;
  • Ao ser contido pelo vigilante, teria ameaçado o profissional: “Se não deixar eu entrar, vou lhe matar”;
  • A PMDF foi acionada e, durante a abordagem, os policiais encontraram uma faca na cintura do suspeito;
  • Como a ocorrência foi considerada de menor potencial ofensivo, foi lavrado um TCO e a arma foi apreendida.

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