Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Na Mira

PCDF prende "amiga" que segurou mulher para que ex a esfaqueasse

Gisele Moreira da Silva, 42 anos, foi presa nesta quarta-feira (2/9) em Águas Lindas (GO); ela é suspeita de participar do feminicídio

02/09/2026 13:34, atualizado 02/09/2026 13:38
Reprodução/PCDF
PCDF prende “amiga” que segurou mulher para que ex a esfaqueasse

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quarta-feira (2/9), Gisele Moreira da Silva (foto em destaque), 42 anos, em Águas Lindas (GO). A mulher, que seria “amiga” da vítima, é suspeita de ter segurado Jussiara Ferreira dos Santos, 42 anos, para ser esfaqueada pelo ex-companheiro, João Alberto Mesquita da Silva em Samambaia.

De acordo com a investigação, o ataque teria sido motivado por uma discussão envolvendo R$ 10. O crime ocorreu na madrugada do último sábado (29/8), em Samambaia (DF). O caso é investigado pela 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul), responsável pela prisão, como feminicídio consumado e ameaça.

Imagens: 

PCDF prende “amiga” que segurou mulher para que ex a esfaqueasse - destaque galeria
3 imagens
Gisele Moreira da Silva, 42 anos, amiga de Jussiara, é investigada por suspeita de participação no ataque
Jussiara Ferreira dos Santos, 42 anos, foi atacada em Samambaia e morreu após ser socorrida
João Alberto Mesquita da Silva, 44 anos, suspeito de matar a ex-companheira Jussiara Ferreira dos Santos a facadas
1 de 3

João Alberto Mesquita da Silva, 44 anos, suspeito de matar a ex-companheira Jussiara Ferreira dos Santos a facadas

Reprodução/PCDF
Gisele Moreira da Silva, 42 anos, amiga de Jussiara, é investigada por suspeita de participação no ataque
2 de 3

Gisele Moreira da Silva, 42 anos, amiga de Jussiara, é investigada por suspeita de participação no ataque

Reprodução/PCDF
Jussiara Ferreira dos Santos, 42 anos, foi atacada em Samambaia e morreu após ser socorrida
3 de 3

Jussiara Ferreira dos Santos, 42 anos, foi atacada em Samambaia e morreu após ser socorrida

Reprodução / @snsamambaianews

Segundo uma testemunha ouvida pela PCDF, João Alberto e Gisele queriam pegar o dinheiro que estava com Jussiara. A vítima teria se recusado a entregar os R$ 10, pois pretendia usá-lo para comprar um lanche. Os dois, conforme o relato, queriam o dinheiro para comprar drogas.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Prisão convertida em preventiva

João Alberto, conhecido como “Juninho”, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva nesta terça-feira (1º/9), durante audiência de custódia. A decisão foi tomada pelo Núcleo Permanente de Audiência de Custódia.

Gisele, que era amiga de Jussiara e morava com ela, é investigada por participação no crime e continua foragida.


Vítima pediu socorro:

  • Jussiara foi atacada por volta das 4h de sábado (29/8). Mesmo ferida, conseguiu chegar à casa de familiares e pedir ajuda;
  • Logo em seguida, ela foi levada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde morreu;
  • Familiares contaram à polícia que Jussiara e João Alberto haviam mantido um relacionamento e chegaram a morar juntos, mas estavam separados;
  • Uma das testemunhas relatou ainda que o homem já teria agredido a ex-companheira durante o relacionamento.

Ameaça após o crime

Ainda segundo o registro policial, horas após o ataque, por volta das 12h, João Alberto teria abordado uma familiar de Jussiara em via pública e a ameaçado.

De acordo com o relato, ele disse que mataria a mulher e toda a família da vítima. O suspeito também teria afirmado que iria ao hospital para matar Jussiara e “terminar o serviço”.

Na casa de João Alberto, os policiais apreenderam quatro facas, um casaco e um celular. Conforme o registro policial, a entrada na residência foi autorizada pelo proprietário.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Jussiara tinha medida protetiva

Jussiara tinha uma medida protetiva contra João Alberto. A proteção, no entanto, foi revogada em 2019, após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requerer o arquivamento do processo. À época, a Justiça do Distrito Federal entendeu que as provas reunidas não eram suficientes para justificar o início de uma ação penal.

Em decisão, a Justiça determinou o arquivamento do procedimento policial por entender que, naquele momento, não havia novas linhas investigativas a serem seguidas.

João Alberto também possui registros anteriores por ameaça e lesão corporal.


Histórico de violência:

  • Em 2015, João Alberto foi acusado de esfaquear o companheiro de uma ex-namorada por ciúmes;
  • Segundo o registro da ocorrência, ele pulou o muro da casa da mulher e invadiu a residência;
  • Durante uma luta corporal, João teria ido até a cozinha, pegado uma faca e atingido o homem nas costas, na mão direita e no braço esquerdo;
  • Mesmo ferida, a vítima conseguiu correr até um posto da Polícia Militar e, posteriormente, foi levada ao hospital;
  • Já em 2025, João Alberto foi detido e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) após, segundo a PMDF, ameaçar um vigilante e uma técnica de enfermagem em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia;
  • Conforme o registro, o homem apresentava comportamento “hostil” e “desrespeitoso” e teria tentado entrar na unidade à força;
  • Ao ser contido pelo vigilante, teria ameaçado o profissional: “Se não deixar eu entrar, vou lhe matar”;
  • A PMDF foi acionada e, durante a abordagem, os policiais encontraram uma faca na cintura do suspeito;
  • Como a ocorrência foi considerada de menor potencial ofensivo, foi lavrado um TCO e a arma foi apreendida.

Busque ajuda, se você estiver sofrendo violência doméstica - Metrópoles