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Mensagens mostram como agia quadrilha do Pix: “Tô com problemas, pai”

Em todos os ataques, os golpistas se passam pelos filhos dos alvos e exploram o laço afetivo para arrancar dinheiro dos pais e mães

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Celular com tela do PIX - Metrópoles
1 de 1 Celular com tela do PIX - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Organizada e bem treinada, a associação criminosa formada por estelionatários que aplicava golpes se passando pelos filhos de vítimas disparava dezenas de mensagens para o WhatsApp de idosos que moravam no Lago Norte. Em todos os ataques, os golpistas se passam pelos herdeiros dos alvos e exploram o laço afetivo para arrancar dinheiro dos pais e das mães.

O bando foi desmantelado em operação deflagrada pela 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO). No total, os agentes cumprem cinco mandados de prisão temporária, cinco de busca e apreensão, além de sete sequestros de valores. O grupo é composto por cinco integrantes, todos moradores de Goiânia (GO), com idades aproximadas de 25 anos.

A coluna teve acesso a prints de conversas trocadas entre as vítimas e os golpistas. No diálogo, o estelionatário simula ser filho da vítima e que está com problemas em sua conta bancária. “Fui fazer um pagamento, mas estou com problemas na minha conta. Pode fazer esse pagamento pra mim e assim que resolver o problema transfiro de volta pra sua conta”, disse o golpista na troca de mensagens.

Veja prints trocados entre os golpistas e a vítima:

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A operação

Em um caso, o prejuízo da vítima ficou em quase R$ 10 mil. Antes de perceber que não estava, de fato, falando com o filho, o idoso fez duas transferências bancárias para os criminosos, sendo um Pix de R$ 4,9 mil e outro de R$ 4,4 mil. Somado com outras três vítimas da mesma região, o prejuízo total chega a R$ 45 mil

A operação para prender os autores do crime tinha objetivo desarticular o grupo que aplicou ao menos quatro golpes contra moradores do DF.

Veja imagens e vídeos da operação:

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Dois deles ficavam responsáveis pelo envio das mensagens, e os outros três pelo recebimento dos valores e posterior ocultação da origem das quantias.

As investigações revelaram que, primeiro, o grupo coletava informações pessoais dos alvos selecionados nas mídias sociais. Com a definição do perfil e identificação de parentes das vítimas, os criminosos conseguiam descobrir telefones de contato delas.

Esses dados têm sido vendidos na internet a partir de vazamentos de bancos de dados públicos e de operadoras de telefonia. Com essas informações, as vítimas eram contatadas e induzidas a fazer transferências aos criminosos, que se passavam por parentes dos alvos, geralmente filhos e netos.

Vítimas e prejuízos

Todos os envolvidos foram presos e transferidos de Goiânia para o DF. Eles serão indiciados por quatro casos de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas somadas de 40 anos de prisão.

“Esta é a 10ª operação deste ano e a terceira em Goiânia deflagrada pela 9ª DP, com objetivo de combater essas espécies de fraudes eletrônicas. Tentamos demonstrar aos criminosos que buscar vítimas ligando para o DDD 61 não é um bom negócio. O aparente enriquecimento e a ilusória impunidade vêm seguidos da forte repressão”, enfatizou o delegado responsável pela investigação, Erick Sallum.

“Temos percebido uma diminuição de registros desses crimes em nossa circunscrição, e atribuímos esse fato às sistemáticas operações desenvolvidas neste ano e aos constantes alertas da PCDF à população, no sentido de terem maior atenção antes de efetivarem repasses de valores a partir de contatos via WhatsApp”, concluiu o titular da 9ª DP.

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