Marido e cunhado de vereadora são presos por tentar matar rivais por dívida.
Os homens, ligados à vereadora Janete Belém (PP), são alvos de mandados de prisão de operação deflagrada nesta sexta-feira em Cristalina

O marido e o cunhado da vereadora Janete Belém (PP) são alvos de mandados de prisão da Operação Linha Reta deflagrada, na manhã desta sexta-feira (25/9), por policiais civis do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Cristalina (GO), no Entorno do Distrito Federal.
Vídeo dos PMs na casa dos investigados:
Identificados pela coluna Na Mira pelos primeiros nomes Valdir e Valdijor, os dois são investigados por uma dupla tentativa de homicídio que, segundo a apuração, teria sido motivada por uma dívida relacionada a jogo, em 18 de setembro deste ano.
A operação, que contou com o apoio da Guarda Civil Municipal/ROMU, é resultado de uma investigação sobre duas tentativas de homicídio e possíveis irregularidades no atendimento inicial da ocorrência. Entre as suspeitas apuradas estão prevaricação, fraude processual e eventual favorecimento dos investigados por policiais militares.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesTambém foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da vereadora. O telefone celular da parlamentar foi apreendido e será analisado no decorrer das investigações.
A coluna tenta localizar defesa de todos os envolvidos citados na matéria. O espaço segue aberto para posicionamentos.

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Ver todasDupla tentativa de homicídio
A apuração teve início a partir de uma denúncia anônima. Segundo os elementos reunidos pela Polícia Civil, um dos investigados teria efetuado disparos contra duas pessoas. Uma delas foi atingida na perna, enquanto a outra conseguiu fugir sem ser alvejada.
Além das tentativas de homicídio, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) passou a apurar a conduta dos policiais militares que atenderam a ocorrência e a possibilidade de favorecimento dos suspeitos, que são marido e cunhado da vereadora.
Segundo uma das vítimas, o marido da vereadora não teria sido devidamente incluído no registro policial na época do crime.
A PCGO apura se houve prevaricação ou outra eventual infração penal ou funcional em razão da não adoção das providências cabíveis, inclusive quanto à apresentação do suspeito à autoridade de Polícia Judiciária.
Carro envolvido na ocorrência
Outro ponto da apuração envolve uma Fiat Toro relacionada aos fatos. De acordo com a PCGO, o veículo não teria sido adequadamente vinculado ao registro da ocorrência. Também é investigada a retirada do automóvel do local por policiais militares e sua posterior entrega a familiares dos envolvidos.
Imagens obtidas durante a investigação registraram policiais militares na residência do marido da vereadora, onde teriam mantido contato com ele e com a parlamentar. Em seguida, a vereadora aparece entrando em uma viatura (vídeo acima).
Outros registros mostram movimentações relacionadas à obtenção da chave reserva do veículo e, posteriormente, o deslocamento de uma viatura até o local onde a Fiat Toro estava.
Indícios apontados na investigação:
- Possíveis inconsistências no atendimento da ocorrência;
- Ausência de registro detalhado dos disparos;
- Aparente falta de preservação do local para perícia e coleta de vestígios balísticos;
- Não acionamento de equipe especializada para análise do local de crime;
- Ausência de descrição considerada adequada das diligências realizadas pela guarnição;
- Relação familiar dos investigados com a vereadora.




