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Marcola, líder do PCC, perde poder e enfrenta depressão na cadeia

Marcola, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, tem reclamado que suas ordens não são cumpridas na rua

atualizado 22/10/2021 15:26

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, passou a tomar remédios controlados para tratar de depressão. Os medicamentos são adquiridos pela família do detento. O 01 da facção paulista também segue fazendo tratamento de saúde devido a um problema intestinal. Marcola cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima instalada em São Sebastião, desde 22 de março de 2019.

Segundo fontes da coluna, o chefe do PCC está transtornado por causa do racha que se estabeleceu na organização criminosa. Ele reclama constantemente aos advogados que suas ordens, passadas de forma codificada, não são cumpridas pela liderança da rua. O descontentamento com os comparsas soltos também é compartilhado por faccionados da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP).

Com Marcola atrás das grades, o comando da facção ficou com Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta. Escolha feita pelo próprio Marcola. Antes de ter função de destaque no PCC, Tuta mantinha o cargo de adido no Consulado de Moçambique, em Belo Horizonte. Ele também foi alvo da Operação Sharks, desencadeada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em setembro de 2020. Tuta segue foragido desde então.

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Diante do isolamento das lideranças do primeiro e segundo escalão, o PCC também enfrenta uma guerra interna por poder e influência. Um dos líderes, Nadim Awad Neto, o “Naldinho”, desapareceu em fevereiro deste ano e ainda não foi localizado. A informação é de que ele teria sido executado devido a uma disputa interna.

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