Polícia de SP faz ação para descobrir patrimônio de familiares de Marcola

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão contra parentes do chefe de facção criminosa. Esposa de Marcola é um dos alvos da ação

atualizado 16/12/2020 15:27

JORGE SANTOS/AE CONTEÚDO

São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo cumpre na manhã desta quarta-feira (16/12) 13 mandados de busca e apreensão em uma investigação em cinco endereços de familiares de Marco Williams Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele está preso na Penitenciária Federal de Brasília.

A operação tem como um dos alvo Cynthia Giglioli da Silva, mulher de Marcola, que foi condenada em 2008, em segunda instância, a 8 anos de prisão por lavagem de dinheiro e por formação de quadrilha.

Uma das ações ocorre no salão de beleza de Cynthia, na Casa Verde, na zona norte de São Paulo, e na casa dela, dentro de um condomínio em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. Os agentes apreenderam documentos, cartas e uma quantia de R$ 4 mil em dinheiro.

A polícia suspeita que a família de Cynthia comprou casa de luxo de 544 metros quadrados na Granja Viana por R$ 1,1 milhão, em 2018, sendo que três anos antes o imóvel com edificação inacabada havia sido negociado por R$ 3 milhões. Para o Ministério Público Estadual, “há indícios de dissimulação e ocultação de valores de movimentações de no mínimo R$ 1,9 milhão entre os envolvidos e também ocultação da verdadeira propriedade do imóvel”.

Também são alvo da operação os sogros de Marcola, que teriam emprestado o nome para casas de alto padrão. Foram expedidos mandados de busca e apreensão em cinco imóveis da família na cidade de São Paulo, Grande São Paulo, interior e litoral sul do estado. Há mandados para mais oito endereços de outras cinco pessoas investigadas

As investigações apontam que bens de valores vultosos foram adquiridos nos últimos anos e colocados em nome de parentes de Marcola, sem comprovação da origem lícita do dinheiro. Uma das suspeitas é de que os recursos para aquisição dos bens tenham vindo de ações criminosas. A polícia investiga também lavagem de dinheiro.

Em agosto deste ano, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola se tornou réu pela acusação de ter dado a ordem para matar o promotor de Justiça Lincoln Gakyia, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e também o chefe da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste do Estado de São Paulo (Croeste), Roberto Medina, em 2018.

A denúncia  tinha partido do Ministério Público Estadual, depois da localização de cartas no dia de visitas a presos. Na época, a Promotoria também descobriu um plano de resgate na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP). Outras quatro pessoas também foram denunciadas pelo MPE. A Justiça ainda decretou a prisão preventiva de três delas, inclusive de Marcola – que já está preso em uma unidade federal desde fevereiro de 2019. (Com informações do G1 e Uol)

 

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