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Lancha e quadriciclo: preso por maior assalto de MT ostentava na web. Veja vídeo

Imagens publicadas em uma rede social mostram Pablo Henrique Franco, preso na última quinta-feira (9/4), ostentando nas redes sociais

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/@casadasbateriamaraba
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1 de 1 preso-assalto-novo-cangaco - Foto: Reprodução/@casadasbateriamaraba

Apontado como chefe da logística de uma organização criminosa responsável por planejar e executar o maior assalto já registrado em Mato Grosso, em abril de 2023, Pablo Henrique de Sousa Franco, preso na última quinta-feira (9/4) durante uma megaoperação da Polícia Civil do estado, ostentava nas redes sociais.

Veja:

As imagens publicadas mostram Pablo Henrique em momentos diferentes, curtindo a bordo de uma lancha e passeando em um quadriciclo  pelas ruas da cidade.

Ele foi preso na terceira fase da Operação Pentágono, deflagrada para cumprir ordens judiciais no âmbito das investigações sobre o roubo a uma empresa transportadora de valores, na modalidade “domínio de cidades” ou “Novo Cangaço”.

Confira o momento da prisão:

Com organização extrema e uma ação repleta de complexidade, o grupo criminoso contou com a participação de, pelo menos, 50 pessoas no crime e com a existência de lideranças de comando e financeiras, além de divisão em núcleos dentro da estrutura.

A nova fase operação visou cumprir 97 ordens judiciais, sendo 27 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, além do bloqueio de 40 contas bancárias, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.

Além do cumprimento dos mandados judiciais contra os investigados, a operação busca reforçar a responsabilização penal dos envolvidos, desarticular a estrutura do grupo criminoso, recolher elementos adicionais de prova e promover a desarticulação financeira dos criminosos, avançando na identificação e no bloqueio de bens adquiridos com recursos ilícitos.

O crime

Em abril de 2023, pelo menos 20 criminosos fortemente armados sitiaram Confresa, invadiram o quartel da Polícia Militar, renderam policiais e incendiaram o local, enquanto outras frentes da quadrilha destruíram veículos e prédios públicos, criando um clima de terror entre a população local.

O principal alvo da ação era a transportadora de valores Brinks. Utilizando explosivos de alta potência, o grupo criminoso tentou arrombar o cofre, mas não teve êxito e foi forçado a fugir, abandonando os veículos e parte do material utilizado na ação.


As investigações apontaram que o grupo criminoso era altamente organizado em seis núcleos específicos:

  • Comando e financeiro;
  • Planejamento e logística;
  • Execução;
  • Apoio e suporte no estado do Pará;
  • Apoio e suporte no estado do Tocantins;
  • Locação veicular, responsável pelo apoio durante a fuga.

As atividades criminosas, desempenhadas em várias cidades de diversos estados do Brasil, tinham como objetivo principal consumar com sucesso a empreitada criminosa mediante o “domínio de cidades”.

A investigação apurou que vários investigados e armas de fogo apreendidas integraram outros assaltos, além de inúmeras ações de médio e pequeno porte que serviram como crimes antecedentes para a posterior lavagem de dinheiro operada pela organização criminosa.

Extrema violência

As investigações revelaram que o crime ocorreu na modalidade “domínio de cidade”, que se caracteriza pela violência instrumental e performática empregada na ação, quando grupos criminosos desafiam a capacidade das instituições de garantir a segurança pública no município alvejado, e consiste no planejamento, recrutamento, preparação, invasão e ocupação da cidade-alvo.

O ataque em Confresa foi marcado por extrema violência, com uso de armamento pesado, explosivos, incêndios e restrição da liberdade de vítimas, além de ações coordenadas para dificultar a resposta das forças de segurança.

Operação Pentágono

A primeira fase da investigação, deflagrada logo após o crime, resultou na prisão de três dos envolvidos nos estados do Pará e Tocantins.

Naquela oportunidade, as equipes da GCCO e da Regional de Vila Rica chegaram à identificação das residências, na cidade paraense de Redenção, que serviram de apoio ao grupo.

Dezoito integrantes do bando criminoso que participaram do assalto morreram nos dias subsequentes ao crime, durante as buscas realizadas na região do município de Pium, no estado do Tocantins, no âmbito da Operação Canguçu.

Em outubro de 2023, com a deflagração da segunda fase da operação, a GCCO cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em seis estados contra membros do grupo criminoso.

Como resultado das buscas, foram apreendidos um fuzil, 360 munições de calibres variados, eletrônicos e veículos utilizados pela quadrilha.

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