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Ladrões que invadiram clínicas e mantiveram reféns são presos no DF

Dupla é responsável pela autoria de uma sequência de roubos violentos em estabelecimentos comerciais de Ceilândia registrados nesta semana

atualizado

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Divulgação/PMDF
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1 de 1 dupla-suspeita - Foto: Divulgação/PMDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 15ª DP, prendeu dois homens responsáveis por uma sequência de roubos violentos praticados em clínicas de Ceilândia. A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (16/4).

Os autores foram identificados como Neudo Ferreira Junior, 37 anos, e Adilio Rodrigues Pereira, 42.

Segundo apurado, a série criminosa teve início na quarta-feira (14/4), quando os autores invadiram um estabelecimento comercial localizado na QNM 3, simulando interesse em produtos.

No momento em que foram atendidos, um dos suspeitos anunciou o assalto, sacando uma arma de fogo, enquanto o comparsa portava uma faca.

Durante a ação, a vítima foi agredida com uma coronhada e, juntamente com outras três pessoas que estavam no local, foi rendida e teve seus pertences subtraídos, totalizando quatro vítimas no primeiro crime. Os autores ainda tentaram trancar todos em um depósito antes de fugir a pé.

Reféns

Nessa quarta-feira (15/4), os autores deram continuidade à empreitada criminosa. Eles ingressaram em uma clínica odontológica da região com o intuito de praticar novo roubo.

Contudo, desistiram da ação ao perceberem que havia muitas pessoas no local. Em seguida, deslocaram-se para uma clínica vizinha.

Na próxima clínica odontológica, localizada na QNM 17, eles entraram sob o pretexto de atendimento. Um deles dirigiu-se ao consultório, enquanto o outro permaneceu na recepção, momento em que anunciaram o roubo.

Veja ação:

As vítimas — uma mulher de 57 anos, uma jovem de 20 anos e um homem de 35 anos — foram ameaçadas, tiveram seus pertences subtraídos (incluindo celulares, bolsas, cartões bancários, joias e objetos pessoais) e foram mantidas sob restrição de liberdade em um cômodo do estabelecimento, sendo trancadas pelos autores antes da fuga.

As vítimas relataram momentos de extremo terror, sendo obrigadas a desligar seus aparelhos celulares antes da entrega e coagidas sob ameaça constante. Durante as ações, os autores chegaram a afirmar que cometiam os crimes para quitar dívidas com traficantes.

Monitoramento de compras

A investigação conduzida pela equipe da 15ª DP  conseguiu identificar os criminosos a partir da análise de imagens de segurança, rastreamento de aparelhos celulares e, sobretudo, monitoramento das transações financeiras realizadas com os cartões subtraídos.

Na manhã desta quinta-feira, os autores passaram a utilizar os cartões bancários das vítimas em diversos estabelecimentos comerciais, realizando múltiplas compras de pequeno valor.

O monitoramento em tempo real dessas compras permitiu o direcionamento preciso das equipes policiais, que lograram êxito em localizar e prender os autores no início da tarde.

Os indivíduos foram conduzidos à central de flagrante e autuados pelo crime de furto duplamente qualificado pelo concurso de pessoas e mediante fraude eletrônica, cuja pena é de reclusão de 4 a 8 anos, além de multa, em razão da utilização indevida dos cartões bancários das vítimas.

Além disso, os investigados responderão pelos dois roubos praticados, ambos circunstanciados pelo emprego de arma de fogo e arma branca, concurso de pessoas e restrição da liberdade das vítimas, cuja pena pode alcançar até 15 anos de reclusão para cada crime.

Somadas as penas do furto qualificado e dos dois roubos circunstanciados, os autores podem estar sujeitos a uma pena que ultrapassa 38 anos de reclusão.

Durante a abordagem, constatou-se que Neudo possuía mandado de prisão preventiva expedido, coincidentemente, nessa quarta-feira, pelo crime de roubo majorado.

Após a lavratura do flagrante, os presos foram recolhidos à carceragem da Polícia Civil do Distrito Federal, onde permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil destaca que a divulgação dos nomes e imagens dos autores tem por finalidade possibilitar o reconhecimento por outras eventuais vítimas, uma vez que há fortes indícios de que os investigados estejam envolvidos em outros crimes patrimoniais na região.

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