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Na Mira

Jovem sai em busca de emprego e é dopada e estuprada por policial fake. Veja vídeo

A jovem conheceu o falso policial por meio de uma amiga. Eles marcaram de se encontrar para uma entrevista de emprego em Águas Claras (DF)

Repórter de Na Mira13/03/2026 12:49, atualizado 13/03/2026 15:27
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Reprodução / @blogdazuleika
Jovem sai em busca de emprego e é dopada e estuprada por policial fake

Uma jovem de 23 anos denunciou ter sido dopada e estuprada após aceitar um encontro com um homem que se apresentava como delegado de polícia e prometia ajudá-la com uma vaga de emprego. O caso aconteceu na noite de terça-feira (10/3), em uma lanchonete em Águas Claras (DF). A vítima, que não será identificada para preservar sua integridade física, disse ao Metrópoles que tomou um refrigerante durante a conversa e, em seguida, perdeu a consciência. Na ocasião do encontro, o homem usava uma farda camuflada escrito “Forças Especiais”

Veja o relato: 


Mais detalhes:

  • Segundo o relato da vítima, durante o encontro em uma lanchonete, o homem ofereceu um refrigerante. Após beber, ela começou a se sentir grogue.
  • Ao falar que ia embora, o suspeito ofereceu levá-la para a casa dela. Ela se recusou, disse que pediria um carro de aplicativo.
  • Depois disso, não se lembra de mais nada. Apenas que acordou nua, na cama do policial fake, em Águas Claras.

Dopada por mais de 24 horas

A jovem conta que passou mais de 24 horas dopada dentro da casa do suspeito. Ela afirma que só acordou no dia seguinte, quarta-feira (11/3), completamente nua, na cama do investigado, que estava apenas de cueca. Ainda desorientada e cambaleando, ela conseguiu se vestir e fugir do local.

Desesperada, ela entrou em um carro de aplicativo. Ao perceber o estado da passageira, o motorista decidiu levá-la diretamente para a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), onde o caso foi registrado. Ela fez os exames de corpo de delito, e o caso foi encaminhado para a 21ª DP (Taguatinga Sul), unidade policial onde o crime ocorreu.

De acordo com a Polícia Civil do DF (PCDF), “desde o primeiro momento, foram adotadas medidas prioritárias de atendimento à vítima, incluindo acolhimento, encaminhamento para medicação, preservação de vestígios e realização de exames periciais cabíveis”.

A PCDF também informou que o suspeito ainda não foi localizado e que a delegacia responsável pelo caso instaurou inquérito policial, que tramita com prioridade, para a completa apuração das circunstâncias do crime, identificação do autor e adoção das medidas legais cabíveis.

Encontro com oferta de trabalho

Ao portal Metrópoles, ela contou que o contato com homem, identificado como André, começou após uma amiga conhecê-lo em um aplicativo de relacionamento. O homem se apresentava como policial e exibia fotos fardado. Durante conversas, surgiu o assunto de trabalho e ela falou que uma amiga [a vítima] estava atrás de emprego. Ele afirmou que poderia ajudar.

A amiga então passou o contato dele para a vítima, que está no Distrito Federal para cursar direito e buscava emprego. Nas mensagens trocadas, ela explicou que tinha experiência em vendas e precisava de trabalho. André perguntou se ela tinha interesse em trabalhar em uma empresa ou montar um negócio, e marcou um encontro para uma suposta entrevista.

Veja os prints das mensagens: 

Jovem sai em busca de emprego e é dopada e estuprada por policial fake - destaque galeria
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Mensagens trocadas entre a vítima e o suspeito
Mensagens trocadas entre a vítima e o suspeito
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Mensagens trocadas entre a vítima e o suspeito

Reprodução / @blogdazuleika
Mensagens trocadas entre a vítima e o suspeito
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Mensagens trocadas entre a vítima e o suspeito

Reprodução / @blogdazuleika

O encontro foi combinado para as 20h em uma lanchonete de Águas Claras (DF). A vítima relata que ele chegou cerca de uma hora atrasado, usando camisa camuflada e dizendo que estava de viatura (vídeo acima). Durante a conversa, ele pediu refrigerante para ambos e, em determinado momento, ofereceu o próprio refrigerante. Foi depois disso que ela começou a passar mal e perder os sentidos.

A coluna Na Mira apurou que André responde a processos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) relacionados à violência contra mulher e uso de uniforme ilegítimo.

Em janeiro deste ano, ele foi acusado de violência doméstica e lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha. Em fevereiro de 2026, também passou a responder por uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.

A coluna tenta localizar defesa do suspeito.