Jovem abusada por foragido do saidão perguntou pela avó: “Tá viva?”.
Após matar a mãe adotiva e estuprar jovens, Leonardo Ferreira sequestrou uma das vítimas e a levou a um matagal em São Sebastião, nesta 2ª

A coluna Na Mira apurou com exclusividade que a vítima de 19 anos, sequestrada pelo preso beneficiado pelo saidão Leonardo Ferreira Almeida (foto em destaque), 44 anos, foi levada a um matagal de São Sebastião (DF) e estuprada no local. Em seguida, ela conseguiu pedir ajuda em um comércio da região administrativa. O rapto ocorreu nessa segunda-feira (10/8), após o detento assassinar a mãe adotiva, Francisca Almeida, de 70 anos, em Samambaia (DF).
Veja o momento em que Leonardo sequestra a jovem de 19 anos:
“Ela está viva?”
Totalmente abalada, a jovem relatou em depoimento que Leonardo a obrigou, sob ameaças, a pedir um carro por aplicativo com destino ao Morro da Cruz, em São Sebastião. As imagens acima mostram a vítima e o criminoso saindo da casa de Francisca e entrando no veículo.
Ao chegar em São Sebastião, Leonardo a levou para uma área de mata, onde cometeu a violência sexual.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMesmo violentada, a vítima conseguiu fugir e pedir socorro em um comércio. Na delegacia da região, ainda em choque e desesperada, ela perguntou pela avó: “Ela está viva?”.
Cronologia dos crimes
- Leonardo Ferreira Almeida é detento do sistema carcerário do DF e foi beneficiado com o saidão de Dia dos Pais na última quinta-feira (6/8). Ele deveria ter voltado na segunda-feira (10/8), dia em que cometeu os crimes;
- Conforme relatos de familiares, Leonardo tinha o hábito de passar os períodos em liberdade na casa de Francisca, mãe adotiva, em Samambaia;
- Segundo Regina Maria, irmã de Francisca, Leonardo teria prendido a idosa em um quarto nos fundos da casa e a matado;
- Em seguida, Leonardo teria amarrado, dopado e violentado sexualmente duas jovens que estavam na casa de Francisca. Uma terceira garota conseguiu se desvencilhar e fugir do imóvel;
- Leonardo, então, fugiu da residência acompanhado de uma delas e seguido para São Sebastião, como mostram as imagens no início da reportagem;
- Leonardo não havia sido localizado pela polícia até a última atualização desta reportagem.

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Uma fonte ouvida pela reportagem, sob condição de anonimato, afirmou ter escutado música em volume muito alto durante o período em que autor e vítimas permaneceram no imóvel, nessa segunda-feira (10/8). A suspeita é de que o som tenha sido usado para dificultar que os vizinhos percebessem o que ocorria dentro da casa.
Familiares de Francisca afirmaram que já haviam aconselhado a mulher, em outras ocasiões, a se afastar de Leonardo. Segundo eles, porém, ela tinha o hábito de ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Ela tinha mania de cuidar de todos que precisavam e era sempre muito caridosa”, relatou um familiar.
“Ele matou a mulher que chamava de ‘mãezinha’”
Leonardo costumava ser acolhido pela idosa que ele assassinou. “Minha mãe gostava de ajudar os outros e ela conhecia o Leonardo há 10 anos. Ele matou a mulher que chamava de ‘mãezinha’”, disse, aos prantos, Francivânia Almeida, filha da vítima, ao Metrópoles.
Segundo ela, o suspeito não parecia ser violento e aparentava ser do bem. “Ainda orei por ele, e acabou matando a minha mãe. Quero a foto dele estampada em tudo quanto é canto”, afirmou.
Francivânia ressaltou que o momento é “muito triste” e que a mãe morreu “fazendo o bem”. “Tenho o alento no meu coração de que ela morreu fazendo o bem”, desabafou.
“Alertamos sobre ele, mas minha mãe disse que não importava o crime, o importante era acolher, para que as pessoas pudessem ser reeducadas”, comentou.
Bastante abalada, Regina Maria Almeida, outra filha de Francisca, disse que Leonardo “deve ter judiado muito” da mãe. Neto da mulher assassinada, Gustavo de Brito Rodrigues comentou que Leonardo deveria ter voltado na segunda-feira (10/8) do “saidão” do Dia dos Pais. “Mas ele não voltou e acabou fazendo essa barbárie”, lamentou.














