Homem que fez comentários misóginos em publicação da PCDF é preso.
Alan Braga, de 41 anos, havia sido indiciado em 8 de março, mas seguiu publicando conteúdos racistas, xenófobos e misógenos nas redes

Alan Braga, de 41 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (20/8), em Ceilândia (DF), após compartilhar em seu perfil publicações com conotação racista, misógina e xenofóbica. A bio de seu Instagram estampava a seguinte frase: “Eu nã quero nenhuma relação com a igreja Mundial! Eu odeio gente negra”, seguido de um emoji de caveira.
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A prisão aconteceu durante a operação Vox Odii, deflagrada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Segundo a investigação, Alan postou os conteúdos preconceituosos entre os dias 27, 29 e 30 de julho. Em um dos vídeos ele diz que não gosta de nordestinos e se refere às mulheres nordestinas como “cachorras”.
Além disso, em registros publicados nos dias 15 de julho e 29 de junho, o suspeito aparece proferindo diversos palavrões como “endemoniada”, “lacraia dos infernos”, “vagabunda” e “desgraçada”, se referindo a duas mulheres com quem ele supostamente teve uma relação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlan foi preso em sua residência onde também foi recolhido o seu celular, aparelho que a polícia acredita ter sido usado para a prática dos crimes. Na casa foram encontrados crucifixos e uma frase de ódio escrita na parede: “Aquilo ali tem que ser cumprido com todo rigor até o último dia da minha vida. Todo ódio que houver no meu coração é pouco.”
O criminoso foi indiciado inicialmente pela Decrin no dia Internacional da Mulher, 8 de março, após comentários misóginos e racistas contra uma policial, que aparece em um post de homenagem as mulheres compartilhado nas redes da PCDF.
“A sensação de invisibilidade manteve o autor confortável de tal maneira que ele reiterou a prática criminosa mesmo após o indiciamento. Todavia, a PCDF está pronta para mostrar que a sensação de invisibilidade é inverídica e que a internet é um falso escudo para a prática criminosa”, contou a delegada-chefe da Decrin, Ângela Maria dos Santos.














