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Na Mira

Grupo especializado em roubo e desmanche de motos é alvo de operação.

Investigações da PCDF apontam que, após o desmanche, peças das motos eram destinadas a comercialização clandestina pelas redes sociais

14/08/2026 06:43, atualizado 14/08/2026 07:13
PCDF/Divulgação
Grupo de desmanche de motos

A Polícia Civil (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), deflagrou, nesta sexta-feira (14/8), a Operação Divisa destinada a desarticular uma organização criminosa especializada em furtos e roubos de quase uma centena de motocicletas. O grupo atuava no Distrito Federal, em Goiás e Minas Gerais.

A investigação identificou uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas entre executores dos furtos, responsáveis pelo apoio logístico, transporte, ocultação e desmanche dos veículos, além de receptadores e comerciantes encarregados da comercialização clandestina das peças.

Os mandados de prisão preventiva alcançam 12 investigados, identificados como integrantes da estrutura criminosa.

As buscas abrangem 15 residências e estabelecimentos relacionados aos investigados na Cidade Ocidental (GO), Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO), no Distrito Federal e em São Gotardo (MG).

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As diligências revelaram que os criminosos utilizavam motocicletas de apoio para a prática dos furtos. Em geral, os integrantes se deslocavam em duas ou mais motos, ficando um deles responsável pela condução do veículo de apoio, enquanto outro executava a subtração do veículo escolhido.

Para driblar os sistemas de segurança, eram utilizadas ferramentas específicas, como chaves do tipo “micha”, barras metálicas e alicates, permitindo o rompimento da ignição e de cadeados. Após a subtração, os criminosos deixavam o local utilizando simultaneamente o veículo furtado e as motocicletas de apoio.

As motos eram encaminhadas para locais previamente definidos, especialmente nas regiões de Santa Maria (DF), Cidade Ocidental (GO) e Luziânia (GO), onde permaneciam ocultadas por determinado período antes de serem desmontadas.

A investigação identificou, ainda, uma segunda etapa da atividade criminosa: após o desmanche, as peças eram destinadas à comercialização clandestina, inclusive por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, com circulação dos produtos entre Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

De acordo com as apurações, a organização possuía capacidade de recomposição e continuidade das atividades mesmo depois de apreensões de veículos, prisões em flagrante e intervenções policiais, circunstância que reforçou a necessidade das medidas cautelares solicitadas pela Polícia Civil do DF.

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Investigação

Entre os elementos reunidos pela Corpatri estão imagens de sistemas de segurança, leitura automática de placas (OCR), monitoramento policial, cruzamento de vínculos entre pessoas e veículos, apreensões, prisões em flagrante e depoimentos.

De acordo com a PCDF, a organização teria subtraído quase uma centena de motocicletas durante aproximadamente um ano e meio de atuação.

A apuração teve início a partir da identificação da repetição de furtos de motocicletas e da existência de um modus operandi comum entre diferentes ocorrências.

O cruzamento das informações permitiu estabelecer conexões entre os autores, veículos de apoio, locais utilizados para ocultação e desmanche e pessoas envolvidas na receptação e comercialização das peças.

Ao longo da investigação, foram identificadas ocorrências em diferentes regiões do Distrito Federal e posteriormente estabelecida a conexão com imóveis e investigados situados em Goiás e Minas Gerais.