Gerente financeira de Juninho Varão é presa por extorquir moradores
A gerente do miliciano Juninho Varão controlava a contabilidade do dinheiro obtido por meio de extorsões e organizava a distribuição

Três integrantes da milícia comandada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como “Juninho Varão”, foram presos nessa quarta-feira (25/3) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ), durante uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).
A ofensiva teve como objetivo desarticular pontos estratégicos da organização criminosa, atingindo diretamente o núcleo financeiro e o braço armado responsável por impor o domínio territorial na região.
Mais detalhes:
- As ações se concentraram em um condomínio no bairro de Cabuçu, identificado como base operacional da milícia.
- No local, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de uma mulher apontada como peça-chave na engrenagem financeira do grupo.
- Ela era responsável por controlar a contabilidade do dinheiro obtido por meio de extorsões, organizar a distribuição dos valores e monitorar as cobranças ilegais impostas a moradores.
- Dessa forma, a gerente financeira garantia o fluxo contínuo de recursos para sustentar as atividades criminosas.
- Durante a operação, foram apreendidos cadernos, talonários de recibos e registros detalhados de arrecadação ilícita, além de aparelhos celulares roubados.
Ponto de vigilância
No decorrer das diligências, dois homens ligados ao núcleo armado da milícia também foram localizados e presos nas proximidades do condomínio, que funcionava como ponto de vigilância e apoio tático. Ao perceberem a presença policial, tentaram fugir, mas foram rapidamente interceptados.
Com um dos suspeitos, foi apreendida uma pistola municiada e com numeração raspada, utilizada para intimidação e confrontos. O outro estava com uma motocicleta roubada, empregada no suporte logístico das ações do grupo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs três foram autuados em flagrante por crimes como constituição de milícia privada, receptação e porte ilegal de arma de fogo. As investigações seguem em andamento para identificar e prender outros integrantes da organização criminosa.



