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Na Mira

Fúria no IML: preso, homem xinga, tenta fugir e morde braço de agente da PCDF

Série de episódios começou com uso de maconha no Sudoeste e culminou em prisão em flagrante sem direito a fiança após agressão no IML

20/08/2026 20:12, atualizado 20/08/2026 20:41
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Imagem colorida da fachada do Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal

Um homem foi preso em flagrante no Distrito Federal após protagonizar uma sucessão de atritos com as forças de segurança que se estendeu por dois dias consecutivos. A espiral de confusões começou na terça-feira (19/8), quando a Polícia Militar abordou o homem enquanto ele fazia uso de maconha em área pública na região do Sudoeste.

Durante a abordagem, o suspeito desacatou a equipe, resistiu à prisão e acabou sendo levado para a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central). Na unidade policial, prestou depoimento e foi liberado em seguida.

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A tranquilidade, contudo, durou pouco. Na manhã desta quarta-feira (20/8), o mesmo homem compareceu ao Instituto de Medicina Legal (IML), por orientação de seu advogado, para realizar um exame de corpo de delito. No entanto, ele foi ao local sem o memorando de encaminhamento expedido pela Polícia Civil, documento administrativo indispensável para a liberação e execução do procedimento.

Mordida

Ao ter o atendimento negado por falta da requisição oficial, os policiais civis de plantão no IML orientaram o homem a retornar à delegacia e retirar a guia necessária. A orientação formal desencadeou uma reação desproporcional. O homem passou a proferir xingamentos e ofensas verbais contra os servidores. Mesmo alertado repetidamente de que a atitude configurava crime de desacato, ele manteve a postura hostil e continuou com as agressões verbais.

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Diante do desacato continuado, os policiais civis deram voz de prisão ao suspeito. Nesse momento, a situação fugiu completamente do controle. O homem tentou fugir a pé e travou uma intensa luta corporal com os agentes que tentavam contê-lo. Em meio à confusão, ele cravou os dentes no braço de um dos servidores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Lesões

A violência do golpe provocou lesões corporais no policial, que precisou ser submetido a exame de corpo de delito no próprio instituto junto dos demais colegas feridos na ação.

Após ser finalmente imobilizado, o agressor foi algemado e reconduzido ao plantão da 5ª DP. Desta vez, porém, o desfecho foi diferente do dia anterior: Sérgio Bautzer, delegado plantonista na unidade, autuou o suspeito em flagrante pelos crimes de desacato, resistência e lesão corporal praticada contra agente de segurança pública no exercício da função.

O delegado esclareceu que não foi arbitrada fiança na sede policial, uma vez que a soma das penas máximas dos delitos imputados ultrapassa o limite legal de quatro anos estipulado para a concessão do benefício. O homem segue detido à disposição da Justiça.