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Fotos: mansão de sócio dos Pantazis é arrematada por R$ 8 milhões

A casa estava em nome da BPARS Participações, de propriedade de sócio dos irmãos Pantazis, cujos bens foram indisponibilizados pela Justiça

atualizado 20/04/2022 18:06

Mansão no Lago SulReprodução

Denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) no âmbito da Operação Taxa Alta, o empresário Luiz Carlos Penteado De Luca teve uma mansão cinematográfica, no Lago Sul, confiscada e leiloada pela Justiça por R$ 6,9 milhões. Ele e os irmãos Alexandre Georges e Basile Pantazis estão entre os nove denunciados por organização criminosa, abuso de poder econômico, falsidade ideológica, irregularidade na inexigibilidade de licitação e vantagem na execução de contrato.

A casa estava em nome da empresa BPARS Participações, de propriedade de Luiz Carlos Penteado De Luca, cujos bens foram declarados indisponíveis pela Justiça do Paraná. Com alienação fiduciária, o imóvel acabou indo a leilão. De Luca chegou a entrar com pedido de liminar a fim de evitar o pregão, mas não conseguiu.

Situada no conjunto 8 da QL 14, a mansão conta com pouco mais de mil metros de área construída e possui ampla área de lazer, com piscina e churrasqueira. O patrimônio foi arrematado em um leilão virtual ocorrido na segunda-feira (28/2), por R$ 8.007.781,45. O lance inicial havia sido de R$ 6.932.781,45.

Veja fotos da mansão:

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Taxa Alta

Os irmãos Pantazis e outros sete empresários foram alvo da Operação Taxa Alta, em agosto de 2020, que apura irregularidades no credenciamento de empresas para o registro digital de financiamento de veículos. De acordo com os investigadores, servidores do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) atuaram para beneficiar a empresa brasiliense Infosolo Informática.

As fraudes teriam dificultado o acesso de outras empresas ao edital de seleção para a oferta do serviço aos consumidores paranaenses, beneficiando, assim, a família dos gregos, como os empresários são conhecidos na capital federal. Sem concorrência, a Infosolo teria cobrado taxas mais altas do que as praticadas em outros estados, arrecadando, irregularmente, de acordo com o MP, quase R$ 80 milhões, entre novembro de 2018 e junho de 2019.

Além dos irmãos, outras nove pessoas foram denunciadas – todas pelos mesmos crimes. Na lista de investigados, há cinco servidores públicos e seis empresários, contando os dois integrantes da família Pantazis.

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