Na Mira

Dez meses após operação, líder das “influencers do bagulho” permanece foragido

Rodrigo dos Santos Martins é considerado foragido desde abril de 2024. Ele liderava um esquema internacional de tráfico de drogas

atualizado

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Considerado foragido desde abril de 2024, o líder das “influencers do bagulho”, Rodrigo dos Santos Martins, permanece sendo procurado pela Interpol. Condenado em primeira instância, ele é o último integrante de um sofisticado esquema internacional de tráfico de drogas que ainda está fora da prisão. 

Rodrigo foi condenado a 24 anos, 5 meses e 22 dias de prisão em regime fechado, além de 1.383 dias-multa. Ele responde pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais.

O chefe da quadrilha tem um mandado de prisão preventiva em aberto e é alvo da difusão vermelha da Interpol.

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O grupo foi alvo da Operação Refil Verde, em abril de 2024, conduzida pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), da Polícia Civil do DF, que apurou desde a compra de óleo de THC na Califórnia (EUA) até o envase em São Paulo e a distribuição pelos Correios.

A companheira do traficante, Yasmin Nadai Martins, foi presa pela Interpol em Frankfurt, na Alemanha, em junho do ano passado.

Ela residia na Suíça, mantinha alto padrão de vida e, segundo as investigações, exercia papel estratégico no esquema criminoso: gerenciava o fluxo milionário de recursos provenientes do tráfico internacional de drogas e da venda de óleo de THC, disfarçado em refis de cigarros eletrônicos.

Casal do crime

Ao lado da mulher, Rodrigo parecia viver uma vida de celebridade internacional. O casal viajava com frequência para os Estados Unidos e países da Europa, hospedava-se em endereços exclusivos e, discretos nas redes sociais, preferia exibir seu luxo em círculos privados.

Em viagens internacionais, evitava aeroportos brasileiros, optando por rotas alternativas em fronteiras para escapar dos radares da polícia.

Pouco antes de a operação contra eles ser desencadeada, em abril de 2024, o casal de traficantes estava muito próximo de conseguir a cidadania italiana.

Ambos teriam enviado grandes remessas de dinheiro para fora do país e convertido parte em bitcoins, o que dificultaria o rastreio das autoridades.

Engrenagem do tráfico

A investigação revelou um modus operandi digno de cartéis internacionais. O óleo de THC era comprado na Califórnia e enviado ao Brasil escondido em potes de cera para depilação.

No Paraguai, a carga cruzava a fronteira até São Paulo, onde era manipulada e envasada em refis de cigarros eletrônicos.

A distribuição se dava pelos Correios, camuflada em colas em bastão. Profissionais de TI do Rio de Janeiro criaram websites que vendiam os produtos como supostos medicamentos. Influenciadores digitais contratados promoviam os itens em redes sociais, atraindo consumidores em todo o país.

A investigação

As influenciadoras foram arregimentadas por uma rede internacional de tráfico de drogas e amplificavam a venda de refis com extrato de maconha, com alto teor de THC, por meio de perfis no Instagram.

A organização criminosa, liderada por Rodrigo e Yasmin, adquiria contas bancárias em nome de terceiros e utilizava empresas fantasmas para lavar o dinheiro do tráfico.

O grupo criminoso mantinha websites e contas em redes sociais para o comércio eletrônico dos produtos, informando que estavam vendendo remédios para diversos tipos de doenças. Os traficantes utilizavam-se de números internacionais para o contato com os clientes por meio do WhatsApp.

Nesse momento, entrava em ação o trabalho dos influenciadores digitais, contratados país afora para divulgar a venda da droga nos respectivos perfis no Instagram.

 

 

 

 

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