Na Mira

Saiba como mulher presa na Alemanha regia “influenciadoras do bagulho”

Yasmin Nadai Martins gerenciava recursos da quadrilha com venda de óleo de THC disfarçado em refis para cigarros eletrônicos e outros ativos

atualizado

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Traficante que estava foragida por chefiar uma esquema internacional de venda de drogas, Yasmin Nadai Martins (foto em destaque), 30 anos, foi presa pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) na Alemanha. Ela e o ex-marido, Rodrigo dos Santos Martins, 32, comandavam um grupo conhecido como “influenciadoras do bagulho”.

Os dois são apontados como líderes de um grupo formado por três influenciadoras digitais do Distrito Federal presas por meio de uma operação da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), da Polícia Civil local (PCDF). Os cinco são acusados de integrar um esquema que envolvia lavagem de dinheiro, tráfico internacional de drogas e crimes contra a saúde pública.


Relembre o caso

  • Indiciada por integrar a organização criminosa, Yasmin foi presa pela polícia alemã na cidade de Frankfurt, em 18 de junho último.
  • Ela havia se mudado com o ex-marido para a Europa pouco antes da operação da PCDF contra as “influenciadoras do bagulho”, em abril de 2024.
  • Com as informações de Yasmin, a Cord, com apoio da Polícia Federal (PF), pediu a inclusão dela na Lista Vermelha de procurados pela Interpol – conhecida como Red Notice –, por meio do Escritório Central Nacional da Interpol em Brasília (DF).
  • A PCDF divulgou que Yasmin tinha um papel estratégico na organização, pois gerenciava os recursos obtidos por meio da venda de óleo de THC disfarçado em refis para cigarros eletrônicos e outros ativos.
  • A coluna Na Mira ainda apurou que, pouco antes de a operação ser desencadeada, o casal de traficantes estava perto de conseguir a cidadania italiana.
  • Ambos teriam enviado grandes remessas de dinheiro para fora do país e convertido parte do montante em bitcoins, o que dificultaria o rastreio das autoridades.
  • Discreto, o casal de criminosos não ostentava nas mídias sociais, mas viajava com muita frequência para os Estados Unidos e pela Europa.
  • A PCDF também descobriu que as influenciadoras integrantes da organização haviam sido reunidas por uma rede internacional de tráfico de drogas.
  • Elas amplificavam a venda de refis com extrato de maconha, com alto teor de THC, por meio de perfis no Instagram.
  • A organização criminosa, liderada por Yasmin e Rodrigo, teria aberto contas bancárias em nome de terceiros e usado empresas-fantasmas para lavar o dinheiro do tráfico, segundo os investigadores.

À época, a operação cumpriu sete mandados de prisão e 12 de busca e apreensão no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O grupo criminoso mantinha websites e contas nas mídias sociais para o comércio eletrônico dos produtos, com informações de que vendiam remédios para diversos tipos de doenças.

Os traficantes usavam números internacionais para fazer contato com os clientes por meio do WhatsApp. Nessa etapa, influenciadores digitais contratados país afora para divulgar a venda da droga nos respectivos perfis no Instagram entravam em ação. Em São Paulo, parte do bando manipulava as drogas e as colocava em refis de cigarros eletrônicos.

Os criminosos misturavam solventes e aromatizantes ao óleo e enganavam os clientes pelos sites e nas mídias sociais do grupo, sob alegação de que vendiam diferentes tipos de maconha com alterações genéticas nas plantas.

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As investigações revelaram que profissionais de tecnologia da informação (TI) do Rio de Janeiro eram os responsáveis pela construção das plataformas de venda do grupo e colaboravam com a lavagem de dinheiro a partir da automatização de pagamentos, além do uso de documentos e dados falsos no contato com a rede bancária.

Parte dos insumos para construção dos cigarros eletrônicos tinham origem na China e eram personalizados no Rio de Janeiro, inclusive com logomarca da organização criminosa.

O bando se aproveitava da falta de fiscalização nas mídias sociais para obter lucros milionários, segundo a PCDF, e os chefões operavam o mercado ilícito de forma remota, o que dificultava a chegada da polícia aos investigados.

Os investigadores também notaram a participação de mulheres em papéis de liderança nas ações criminosas e descobriram que as alegações de funções terapêuticas para os produtos levavam o grupo a atingir públicos maiores.

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