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Na Mira

Família busca respostas após homem morrer ao treinar pilotagem de moto

Vinicius Albuquerque morreu após cair enquanto treinava em um centro de pilotagem de moto do Guará. Família da vítima fala em negligência

20/06/2026 18:44, atualizado 20/06/2026 19:51
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Material cedido ao Metrópoles
Família busca respostas após homem morrer ao treinar pilotagem de moto

Um homem, identificado como Vinicius Albuquerque Rodrigues dos Santos (foto em destaque), de 40 anos, morreu após se envolver em um acidente de moto, no Guará, próximo ao kartódromo da região. O caso ocorreu no dia 13 de junho, mas está repercutindo agora, pois a família estranhou as circunstâncias do acidente está atrás de respostas.

Tia da vítima, Nubia Albuquerque disse ao Metrópoles que Vinicius estava fazendo aulas no Centro de Excelência em Pilotagem Moto Testa, para poder tirar a CNH na categoria A.

“No dia do acidente, foi tudo muito estranho. Ele faleceu às 8h45 e só fomos avisados às 12h, pela delegacia. Não recebemos qualquer contato da escola. Quando procuramos o dono, Weslley Testa, ele disse que não conseguiu falar com a gente”, afirmou. Procurado, o responsável pelo estabelecimento negou as acusações (leia abaixo).

Em depoimento à polícia, um dos donos do local, identificado como Yago Vieira de Vasconcelos, disse que estava negociando a venda de uma moto de 1.000 cilindradas com Vinicius. Segundo o relato, a vítima pediu para realizar um teste de condução na motocicleta e, após iniciar o deslocamento, Vinicius acelerou o veículo, colidiu contra um meio-fio e caiu.

Nubia contesta essa versão. Segundo ela, Vinicius não estava afim de comprar a moto, pois seus planos eram outros. “Ele queria um modelo totalmente diferente. Sem contar que a moto envolvida no acidente estava com os pneus completamente acabados”, pontuou.

De acordo com a tia da vítima, uma testemunha contou que, logo após o acidente, Wesley Testa correu até o local do centro de pilotagem e retirou todas as identificações do estabelecimento. “Ele também parou de nos responder e excluiu duas contas no Instagram”, disse.

“Gostaria de saber o motivo desse descaso com um aluno. A família quer Justiça. O mínimo é que, como dono do local, ele não cometa esse tipo de descaso”, desabafou Nubia.

Outro lado

A reportagem também conversou com Weslley, dono do centro de pilotagem. Ele afirmou que, diferentemente do que está descrito no depoimento de Yago, em nenhum momento estava ocorrendo qualquer negociação para a venda da moto.

Sobre o acidente, o empresário contou que Vinicius já pilotava há mais de 30 minutos sem nenhuma intercorrência. “Ele chegou a parar o veículo ao lado do Yago, momento que foi instruído a diminuir o ritmo. Ao retomar a marcha, ocorreu uma anomalia na condução e, já na saída, o Vinicius acelerou em linha reta, sem esboçar qualquer reação de desaceleração”, relatou.

Segundo Weslley, a moto andou por cerca de 40 metros, até colidir contra o meio-fio e a vítima cair desacordada. “Não é uma situação normal. Ele poderia desviar três metros para o lado direito e não acertaria meio fio. Ele tinha essa destreza para fazer isso”, garantiu.

De acordo com o dono do centro de pilotagem, Yago ficou presente o tempo todo, do chamado até o atendimento do Corpo de Bombeiros. “Cheguei logo depois e ficamos lá até o término de tudo”, pontuou.

Sobre a acusação de que não teria entrado em contato com a família de Vinicius no dia do acidente, o empresário também negou. “Pedimos o contato dos pais no dia do acidente, na delegacia, mas nos disseram que o pai do Vinicius não deixou passar”, afirmou.

Sobre ter excluído as redes sociais, Weslley confirmou a situação, por medo de ter a imagem da empresa manchada por causa do ocorrido. Em relação ao estado dos pneus, ele explicou que se tratavam do tipo “slick”, feitos para não escorregar. “Eles não têm friso, são borracha pura, justamente para ajudar na aderência. Não estavam em mau estado”, esclareceu.

Um boletim de ocorrência foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia (Guará), que está investigando o caso.