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Na Mira

Falsos advogados usam senhas vazadas para acessar ações e dar golpes

Grupo fazia consultas processuais para cobrar taxas de vítimas no Distrito Federal; valores variavam entre R$ 30 mil e R$ 50 mil

03/02/2026 07:55, atualizado 03/02/2026 09:24
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Prisão
Falsos advogados usam senhas vazadas para acessar ações e dar golpes

Policiais civis da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) deflagraram, nesta terça-feira (3/2), uma operação contra duas organizações criminosas especializadas na prática do golpe conhecido como “falso advogado”. As investigações apontaram que os autores tinham acesso às senhas de advogados e consultavam processos no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e da Justiça Federal para legitimar as fraudes.

No curso de inquéritos policiais distintos, foram identificados dois grupos de estelionatários oriundos da Zona Leste da capital paulista.

Como resultado, foram decretadas cinco prisões preventivas e expedidos dez mandados de busca e apreensão, todos cumpridos em São Paulo, além de ordens judiciais de sequestro de valores.


Entenda o caso:

  • As investigações tiveram início em julho do ano passado, após dois moradores de Taguatinga (DF) receberem contatos de indivíduos que se passavam por advogados.
  • Os criminosos possuíam informações detalhadas sobre processos judiciais das vítimas e solicitaram o pagamento de supostas taxas para liberação de valores.
  • Ao acreditarem na fraude, as vítimas realizaram transferências nos montantes de R$ 30 mil e R$ 50 mil.

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Reprodução / PCDF

Acesso aos e-mails de advogados

Inicialmente, o grupo obtinha acesso aos e-mails de advogados por meio de senhas vazadas na internet. Em seguida, realizava a recuperação de senha no sistema PJe, passando a controlar os acessos às plataformas de consulta processual.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato (fraude eletrônica), lavagem de capitais e organização criminosa, permanecendo à disposição da Justiça após o cumprimento das ordens judiciais.

A coluna Na Mira entrou em contato com o TJDFT. O espaço segue aberto para posicionamentos.