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Faccionado do PCC injetava dinheiro em protestos de familiares por regalias em presídio

Luiz Carlos Rodrigues Garcia é apontado como líder de atos supostamente organizados por parentes de presos no DF

atualizado

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Luiz Carlos Rodrigues Batista, faccionado PCC - Metrópoles
1 de 1 Luiz Carlos Rodrigues Batista, faccionado PCC - Metrópoles - Foto: null

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO/DECOR), indiciou um homem, faccionado do Primeiro Comando da Capital (PCC), por atuação criminosa na capital da República. Luiz Carlos Rodrigues Garcia é apontado como líder de atos supostamente organizados por parentes de presos de alta periculosidade, detidos na Penitenciária Federal de Brasília, em 2022.

Paraíba, como é conhecido o suspeito, é investigado pela utilização de recursos vinculados à organização criminosa para financiar as manifestações.

Nesta quinta-feira (28/8), uma megaoperação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal, que investiga do esquema criminoso no setor de combustíveis, também envolvendo o PCC.

No esquema do DF, que culminou no indiciamento de Paraíba, a apuração da Polícia Civil identificou que o dinheiro do PCC foi usado para financiar a estruturação logística desses atos de familiares de presos no sistema penitenciário da capital federal. A iniciativa tinha por objetivo dar vazão às estratégias da facção, voltadas tanto à frente política quanto ao escoamento de capitais ilícitos.

A equipe de investigação verificou que Paraíba recebeu, movimentou e transferiu recursos provenientes de crimes patrimoniais e de tráficos de drogas para mascarar a origem. Além disso, empregou tais valores mediante a contratação de serviços e empresas para eventos públicos.

Segundo a investigação, em 31 de janeiro de 2022, foram registradas operações financeiras destinadas a empresas de locação de estruturas para eventos, fornecimento de banheiros químicos e serviços de publicidade e marketing, todas relacionadas à logística das manifestações sob apuração. Já em 1º de fevereiro do mesmo ano, novas movimentações revelaram pagamentos a uma empresa de alimentação e confeitaria, uma empresa de assistência médica domiciliar e outra de locação de tendas e estruturas temporárias.

A apuração da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO/DECOR) identificou, inclusive, a formalização de contrato de locação de tendas para o protesto ocorrido em 3 de fevereiro, acompanhado de recibo de pagamento. Paralelamente, a investigação constatou que, no mesmo período, Paraíba recebeu valores expressivos de origem suspeita, provenientes de pessoas com histórico criminal por tráfico e crimes patrimoniais.

 

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