Na Mira

EUA deporta 84 mil brasileiros por ano e PF cria centro de combate

O mercado criminoso onde o coiote cobra em torno de US$ 20 mil para levar pessoas ilegalmente, movimenta cifras que ultrapassam R$ 6 bilhões

atualizado

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Encontro das polícias da América Latina - Metrópoles
1 de 1 Encontro das polícias da América Latina - Metrópoles - Foto: Reprodução

Em pouco mais de um ano, foram feitas 84.663 deportações de brasileiros que viviam ilegalmente nos Estados Unidos, segundo a polícia de fronteiras do país norte-americano. O mercado criminoso, onde o coiote cobra em torno de US$ 20 mil para levar pessoas sem autorização legal, movimenta cifras que ultrapassam R$ 6 bilhões. Ao longo da jornada, mais da metade das mulheres são molestadas sexualmente. Há, inclusive, registros de mortes, estupros e outros crimes conexos.

Para combater esse cenário, o diretor-geral da Polícia Federal, Márcio Nunes de Oliveira, assinou, nesta sexta-feira (8/4), em Bogotá, na Colômbia – juntamente com o presidente da Comunidade de Polícias da América (Ameripol), Andes Severino –, a criação e instalação do Centro Internacional Especializado no Combate ao Contrabando de Migrantes e Tráfico de Pessoas no Brasil. Trata-se de iniciativa inédita no mundo.

O C.I. é uma ideia da Polícia Federal brasileira que foi aceita pela Ameripol, e reunirá 18 policiais de vários países no combate aos crimes que mais crescem no planeta: o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes. Estima-se que, atualmente, tais modalidades de ilícitos só ficam atrás do tráfico de drogas e armas, em termos de volume financeiro movimentado.

Veja assinatura sobre a criação do Centro de Combate:

Estrutura

A estrutura do C.I. será montada no Rio de Janeiro, sob a coordenação da PF, e contará com computadores, telões, acesso a banco de dados multinacionais e outras ferramentas que facilitarão as investigações dessas organizações criminosas. O intercâmbio dos investigadores de vários países, trabalhando, lado a lado, física e virtualmente, será a chave para a eficácia das ações que exigem agilidade no resgate das vítimas e no monitoramento de seus fluxos migratórios.

Haverá, ainda, atividades de prevenção aos crimes e capacitação dos policiais na temática. Com guerras, pandemia, problemas políticos e catástrofes mundiais, a ONU estima que quase 300 milhões de pessoas no planeta estejam em busca de melhores condições de vida em lugar diferente de seus países de origem.

Organizações criminosas transnacionais se aproveitam dessa busca e exploram esses contingentes humanos de diversas formas: para trabalhos forçados, exploração sexual e até mesmo extrair e vender órgãos, entre outros fins ilícitos e degradantes. Por isso, o combate a esses crimes se baseia na cooperação policial internacional.

Ameripol 

Com sede em Bogotá, a Ameripol é uma Comunidade de Polícias da América, e constitui um mecanismo de cooperação hemisférica, de integração e coordenação, com vistas a promover e fortalecer a cooperação policial em matéria de informação científica, de capacitação, como, também, de intercâmbio de informações para fins de inteligência. Atualmente, a Secretaria Executiva da entidade é ocupada pela Polícia Federal. Fundada há quinze anos, envolveu, no início, quinze forças policiais na região; agora já somam 33 entidades. O Brasil integra a entidade desde a sua criação.

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