Na Mira

Esposa de delegado é presa por desvio de R$ 2,2 de milhões da Educação

Seundo o MPGO, Dannilo Proto e Karen Proto teriam participado de mais de 40 licitações e movimentado R$ 2,2 milhões da educação pública

atualizado

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A esposa do delegado Dannilo Proto, que está preso em Goiânia, foi detida nessa terça-feira (27/1), em Rio Verde (GO). Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), Karen Proto teria levado um aparelho celular para o marido enquanto ele estava detido na Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), em Goiânia.

Ela também é apontada como integrante de uma organização criminosa que teria participado de mais de 40 licitações e movimentado R$ 2,2 milhões da educação pública. Karen cupou o cargo de coordenadora regional de Educação de Rio Verde entre 2019 e 2024.

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Mesmo preso, delegado teve acesso a celular, que foi encontrado pela MPGO
Delegado foi preso por suposto desvio milionário e já foi investigado por corrupção
Karen Proto foi presa nesta terça-feira (27/1), no interior de GO
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Karen Proto foi presa nesta terça-feira (27/1), no interior de GO

Mesmo preso, delegado teve acesso a celular, que foi encontrado pela MPGO
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Mesmo preso, delegado teve acesso a celular, que foi encontrado pela MPGO

Reprodução/Redes sociais
Delegado foi preso por suposto desvio milionário e já foi investigado por corrupção
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Delegado foi preso por suposto desvio milionário e já foi investigado por corrupção

Reprodução

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem fortalecer as provas já reunidas.

Segundo o MP-GO, mesmo com o afastamento e prisão de Dannilo Proto, a organização teria continuado em atividade por meio de pessoas próximas a ele, mantendo a engrenagem do esquema em funcionamento. De acordo com as apurações, essa comunicação teria sido usada para repassar orientações e alinhar estratégias ligadas ao suposto esquema.

Segundo os promotores, Karen ocupava um cargo estratégico na área educacional e, a partir dessa posição, teria facilitado decisões administrativas que garantiam a permanência de contratos considerados irregulares. As apurações indicam ainda que ela teria atuado na circulação de orientações e informações entre os integrantes do grupo, mesmo com o principal investigado já sob custódia.

Além de Karen e do marido, outras pessoas apontadas como membros da organização criminosa foram denuciados pelo MPGO.

“Constam da peça acusatória os demais integrantes que cometeram crimes por meio do Programa Reformar e de outros programas de obras e serviços da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), além da impressão do material pedagógico do Revisa Goiás”, diz o texto.

Regra Três

Preso desde 21 de agosto, o delegado Dannilo Ribeiro Proto foi denunciado pelo MP-GO pelo desvio de recursos destinados a escolas estaduais no município de Rio Verde (GO), no sudoeste goiano, bem como por fraudes em contratações públicas.

Os documentos apresentaram denúncia contra o delegado, sua esposa e outras sete pessoas, todos investigados e alvos da Operação Regra de Três. Segundo o órgão, em razão da complexidade do esquema e do grande número de elementos apurados e pessoas envolvidas, serão apresentadas duas denúncias distintas.

O delegado foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, ameaça, prevaricação, contratação direta ilegal, peculato, falsificação, uso de documento particular e lavagem de capitais.


Operação Regra Três

  • A operação foi deflagrada em 21 de agosto, com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa liderada pelo delegado da Polícia Civil e sua esposa.
  • A promotoria investiga suspeitas de fraudes em contratações públicas e direcionamento ilegal de recursos públicos destinados principalmente a reformas e obras em escolas da rede estadual de ensino.
  • O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) estima que, desde 2020, o esquema teria desviado mais de R$ 2,2 milhões dos cofres públicos.
  • O bloqueio de contas e a apreensão de bens dos investigados foram determinados em decisão judicial para fins de ressarcimento aos cofres públicos.

Outro lado

A coluna Na Mira não localizou a defesa de Karen Proto. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

 

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