GO: delegado é preso por suposto desvio de R$ 2,2 milhões da educação

Delegado Dannilo Proto e a esposa seriam líderes de organização criminosa que desviou R$ 2,2 milhões de escolas em Rio Verde (GO)

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
imagem colorida delegado e a esposa investigados por desvios milionários na educação de go
1 de 1 imagem colorida delegado e a esposa investigados por desvios milionários na educação de go - Foto: Reprodução

Goiânia – O delegado da Polícia Civil de Goiás Dannilo Ribeiro Proto foi preso nessa quinta-feira (21/8) por suspeita de liderar um esquema, junto da esposa, que teria desviado mais de R$ 2,2 milhões de dinheiro de escolas estaduais em Rio Verde, município no sudoeste goiano. Ele já havia sido alvo de investigação havia 10 anos por corrupção.

À época, o investigador foi afastado do cargo, após ser acusado de cobrar dinheiro de um fazendeiro que havia recuperado gado roubado. Na ocasião, ele e um colega teriam recebido cerca de R$ 10 mil da vítima, valor que, segundo Proto, foi parcialmente usado para melhorar as instalações da unidade policial.

Em junho de 2015, a juíza responsável pela ação destacou que havia “prova da materialidade e indícios suficientes de autoria de prática criminosa”, além de indícios de que a vítima poderia estar sendo coagida. A medida cautelar de afastamento do delegado visou garantir que ele não interferisse nas investigações em curso.

Em sua defesa, o delegado alegou ter recebido o valor como uma gratificação, usando R$ 8 mil para melhorar a unidade policial e repassando R$ 2 mil ao agente envolvido no processo, apresentando recibos de terceiros como comprovação.

Porém, as empresas responsáveis pelas notas fiscais não confirmaram a prestação dos serviços, e alguns funcionários afirmaram que os documentos foram emitidos com datas anteriores à investigação. Uma funcionária acrescentou que fez o recibo “sem qualquer pagamento, por receio do delegado”.

Desvio milionário

Na investigação mais recente, encabeçada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), Dannilo Proto e a esposa, Karen de Souza Santos Proto, ex-coordenadora Regional de Educação de Rio Verde, são suspeitos de liderar um esquema que desviou mais de R$ 2,2 milhões de recursos da rede estadual de ensino. A operação também cumpriu 17 mandados de busca e apreensão na cidade e em Goiânia.

Segundo o Ministério Público, é apurada a prática dos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, falsidade ideológica e lavagem de capitais, entre outros. As investigações apontam que as fraudes teriam expandido a atuação para além das reformas em unidades escolares geridas por uma das suspeitas líderes do grupo.

Segundo o MP, o delegado é sócio de um instituto favorecido em contratos de reforma de escolas, impressão de material didático e até na realização de concurso público da Câmara de Rio Verde. Desde 2020, ao menos 40 contratos sem licitação teriam sido fraudados para beneficiar a empresa.

O bloqueio de contas e a apreensão de bens dos investigados foram determinados em decisão judicial para fins de ressarcimento aos cofres públicos.

Em nota, a Polícia Civil reiterou o compromisso com a legalidade e a transparência e destacou que eventuais dados relativos à participação de servidores da corporação nas investigações estão sendo encaminhados à Corregedoria da Polícia Civil.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?