"Droga da playboyzada" na Papuda: grama do "ice" vale mais que ouro na cela
Polícia Penal impede a entrada de haxixe avaliado em R$ 100 mil na PDF II; visitante foi flagrada por cão de faro e presa em flagrante

Uma operação de rotina da Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF) revelou, na manhã desta quinta-feira (1º/10), a força do mercado paralelo de entorpecentes no sistema prisional da capital. Uma visitante foi presa em flagrante ao tentar entrar na Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), no Complexo Penitenciário da Papuda, carregando um invólucro oculto em seu próprio corpo contendo crack, cocaína e o caríssimo haxixe conhecido como “Ice”.
A substância, apelidada de “droga da playboyzada” no mercado consumidor do asfalto por conta do alto custo e do refinado processo de extração, atinge cifras extraordinárias quando ultrapassa as barreiras da prisão. Segundo estimativas da Polícia Penal, a porção apreendida renderia cerca de R$ 100 mil no comércio ilegal interno da unidade.

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Ver todasNas celas da Papuda, o grama do haxixe “Ice” chega a ser comercializado por até R$ 1.000 — valor que supera com folga a cotação do grama do ouro no mercado financeiro.
O flagrante
A tentativa de ingresso das drogas foi frustrada ainda na triagem dos visitantes. Ao passar pelo procedimento de inspeção para ingresso na PDF II, a mulher despertou a atenção de um cão farejador do Núcleo de Operações com Cães (NOC), estrutura subordinada à Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDiante do alarme do animal e da intervenção imediata dos policiais penais, a mulher admitiu o ilícito e voluntariamente entregou o pacote oculto. Ela e todo o material recolhido foram conduzidos à 30ª Delegacia de Polícia Civil, em São Sebastião, onde o flagrante por tráfico de drogas foi formalizado.
Raio-X da ação:
- Local: Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II / Papuda)
- Valor estimado no sistema: R$ 100.000,00
- Tipos de drogas: Haxixe “Ice”, Cocaína e Crack
- Valor de pico no presídio: Até R$ 1.000 por grama (“Ice”)
- Método de detecção: Cão de faro do NOC / DPOE
- Destino do flagrante: 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião)
Rigor nas visitas
A direção da PPDF enfatizou que a fiscalização nos acessos aos presídios do DF segue intensificada, valendo-se do apoio técnico de cães adestrados, equipamentos de scanner e policiais especializados.
A detida responderá por tráfico ilícito de entorpecentes com agravante. Nos termos da Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), crimes cometidos nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais sujeitam o autor a um aumento de pena que varia de um sexto a dois terços no julgamento final.




