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Na Mira

DF Legal: auditores presos são suspeitos de cobrar para não fiscalizar

Além dos dois auditores, um terceiro envolvido, que atuava como uma espécie de "representante comercial" dos suspeitos, acabou preso

20/05/2022 07:42, atualizado 20/05/2022 08:11
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
DF Legal: auditores presos são suspeitos de cobrar para não fiscalizar

Os dois auditores do DF Legal presos, na manhã desta sexta-feira (20/5), pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) são suspeitos de criar uma rede a fim de captar “clientes” dispostos a pagar para obter, indevidamente, autorizações como alvarás de construção e cartas de Habite-se, reduzir ou extinguir multas e até mesmo ter acesso, previamente, a informações sigilosas sobre data e local de fiscalizações.

Os servidores também teriam deixado de fiscalizar determinados imóveis e pessoas.

Os mandados de prisão foram cumpridos no âmbito da Operação Ludíbrio, coordenada pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep).

Além dos dois auditores, um terceiro envolvido, que atuava como uma espécie de “representante comercial” dos suspeitos, foi alvo de prisão temporária. Outros 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas regiões do Distrito Federal, assim como em Alexânia (GO), no Entorno, e Goiânia (GO).

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), um dos auditores investigados está aposentado. Porém, apresentava-se como se da ativa fosse a fim de praticar as fraudes. Dessa forma, os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, concussão, corrupção, entre outros que devem ser melhor apurados. Somadas, as penas podem chegar a 27 anos de prisão.

A Secretaria da DF legal colaborou com a PCDF durante as investigações.

Ludíbrio

A Operação Ludíbrio, da qual participaram 100 policiais, foi assim batizada em razão de o termo ser sinônimo de “engano” e de “burla”, já que ficou constatado que os investigados, de má-fé, ludibriam as ações fiscalizatórias estatais.

O outro lado

Em nota, a secretaria DF Legal informou “que cooperou desde o primeiro momento com todas informações”. Acrescentou que “não coaduna com nenhum tipo de irregularidade e é pautada pela transparência e honestidade de seu trabalho para a população do Distrito Federal”.

A pasta destacou que um processo foi instaurado na Corregedoria para apurar os fatos no âmbito administrativo.

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