Os bastidores da cobertura policial de um jeito que você nunca viu

Criminosos que recrutavam “mulas” para o tráfico entram na mira da PF

Investigação começou com prisão de três capixabas no Catar. Trio havia deixado o Brasil e tentava levar cocaína para a Tailândia

atualizado 05/10/2022 16:43

Capixabas presos no Catar Reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (5/10), a Operação Qatar, para conseguir provas que permitam desarticular um grupo criminoso dedicado ao tráfico internacional de drogas. A quadrilha recrutava jovens brasileiros para enviar cocaína para Europa, Oriente Médio e Ásia.

Os investigadores cumprem cinco mandados de busca e apreensão, nos estados do Espírito Santo e de Santa Catarina, expedidos pela Justiça Federal de Vitória. A investigação teve início com a prisão de três capixabas (foto em destaque), detidos no Aeroporto Internacional de Doha, no Catar, com cerca de 10kg de cocaína na bagagem. O voo, que saiu do Brasil, tinha como destino a cidade de Bangkok, na Tailândia.

Após as prisões, a PF estabeleceu medidas de cooperação internacional para conseguir com o General Directorate of Drug Enforcement — autoridade policial no Catar — todas as provas que pudessem ajudar a identificar os responsáveis pelo recrutamento de jovens como “mulas” no Espírito Santo e em outras partes do Brasil.

Os principais alvos da ação desta quarta-feira (5/10) são os diretamente envolvidos no aliciamento dos jovens, na compra de passagens aéreas, preparação de malas com fundos falsos, designação de rotas, obtenção de documentos, entre outras ações necessárias para manutenção do esquema criminoso.

A PF identificou todos os integrantes do grupo criminoso envolvidos com os capixabas presos em Doha. Os aliciadores ficarão à disposição da Justiça Federal para responderem ao processo criminal.

Os investigados devem responder pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico internacional de drogas e, eventualmente, lavagem de dinheiro. As penas em caso de condenação podem passar de 30 anos.

Mais lidas
Últimas notícias