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Na Mira

Coronel da PM ameaçou companheira com mensagens via Pix: "Vadia, puta"

Vítima denuncia ter sido chantageada a gravar vídeos íntimos ao militar. Ao negar, ela acabou ameaçada e xingada pelo suspeito

03/07/2026 10:15, atualizado 03/07/2026 10:16
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Yanka Romão/Metrópoles
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O tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) investigado por perseguir e chantagear uma jovem de 20 anos com quem teria se relacionado, usou diferentes números de telefone e até mesmo o campo de descrição da transferência bancária por Pix para intimidar a vítima. O suspeito ofendeu a moça com termos como “vadia”, “vagabunda” e “puta”.

O caso está sob investigação da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJCMT). Como ainda não houve indiciamento, a identidade do militar será preservada.

De acordo com boletim de ocorrência registrado pela vítima, ela manteve um relacionamento casual e sem compromisso com o oficial por cerca de oito meses, entre 20 de outubro de 2025 e 20 de junho de 2026.

A situação teria se agravado em 23 de junho, quando o suspeito descobriu que, durante o período em que se relacionavam, a jovem também havia se envolvido com outro homem. Ao ser confrontado, o militar teria reagido com ciúmes e iniciado uma série de ameaças e perseguições.

Chantagem e extorsão

Ainda conforme o relato da vítima à polícia, o tenente-coronel exigiu que ela gravasse e enviasse um vídeo íntimo, sob ameaça de revelar o caso extraconjugal aos pais da jovem e à esposa do homem envolvido.

Mesmo após a recusa da vítima, que afirmou não ceder à extorsão, o suspeito teria cumprido a ameaça no mesmo dia, comunicando o ocorrido tanto aos familiares da jovem quanto à esposa do terceiro envolvido.

“A mulher afirmou que não iria enviar o vídeo nem a foto exigidos pelo oficial. No mesmo dia, o tenente-coronel relatou o caso aos pais dela e à esposa do homem”, diz trecho do documento policial.

Ofensas e perseguição

Após a exposição, a jovem bloqueou o militar em redes sociais e aplicativos de mensagem na tentativa de interromper o contato. No entanto, o suspeito teria passado a utilizar diferentes números de telefone e até transferências via Pix para continuar enviando mensagens com conteúdo ofensivo e difamatório.

Segundo os registros anexados à denúncia, ele voltou a insultá-la com os  termos “vadia”, “vagabunda” e “puta”. À polícia, a vítima afirmou sentir-se constantemente perseguida e relatou medo pela própria integridade física e psicológica, destacando o fato de o suspeito ocupar alta patente na corporação.

Diante do contexto de vulnerabilidade e dos indícios de crimes como difamação, extorsão, injúria e perseguição (stalking), a jovem solicitou medida protetiva de urgência contra o oficial.

A Polícia Civil do Mato Grosso segue com as investigações, e o caso também deve ser acompanhado pela Corregedoria da PMMT para a adoção das medidas administrativas cabíveis.

Até o fechamento desta edição, a defesa do suspeito não havia se manifestado. O Metrópoles acionou ainda a Polícia Civil de MT e aguarda retorno.