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Conselheiro tutelar acusado de agredir ex-mulher é solto pela Justiça
Tharley Duarte havia sido preso por descumprir medida protetiva contra a ex. Justiça considerou, no entanto, que não houve descumprimento
atualizado
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O conselheiro tutelar Tharley Magalhães Duarte (foto em destaque), 34 anos, ganhou o direito à liberdade na tarde desta quinta-feira (3/7). Tharley havia sido preso pela segunda vez na última segunda-feira (30/6), após descumprir medida protetiva em favor da ex-companheira dele.
A prisão foi decretada após Tharley se aproximar da ex em 27 de junho, ao buscar as filhas do casal na escola. Na decisão, porém, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Sobradinho levou em conta o fato de que a instituição de ensino ligou para o pai após uma das meninas passar mal.
“A concessão das medidas protetivas de urgência não abrange as filhas comuns, não havendo qualquer restrição no que tange ao exercício do poder familiar”, afirma a decisão judicial divulgada pela defesa e publicada nesta sexta-feira (3/7).
A decisão fala ainda que Tharley “buscou se resguardar para que não houvesse o contato com a vítima”.
Em setembro de 2024, o conselheiro foi detido por agredir a mulher com socos e esfaquear um dos braços dela. A vítima segue com a medida protetiva vigente contra Tharley. Eles foram casados por 16 anos e têm duas filhas.
Apesar da soltura, Tharley segue afastado preventivamente pela Comissão de Ética e Disciplina dos Conselheiros Tutelares do Distrito Federal.
“Salvo motivo de obrigação ou força maior, o servidor afastado não pode comparecer à repartição de onde foi afastado, exceto quando autorizado pela autoridade competente ou pela comissão processante”, diz portaria publicada no Diário Oficial do DF (DODF) nessa quarta-feira (2/7). O afastamento é válido por 60 dias, prorrogáveis por mais 60.
Posicionamento
Por meio de nota, a defesa de Tharley informou que o pai buscou a filha na escola, na última sexta-feira (27/6), por motivo de saúde da criança e que houve tentativa de comunicação entre os advogados dos genitores da menina.
A defesa negou a existência de qualquer conduta ilícita, sustentou que não há impedimento legal ao exercício do poder familiar e acusou a mãe da criança de agir “com má-fé para prejudicar” o conselheiro tutelar.
A advogada dele acrescentou que a prisão de Tharley foi injustificada e “só teve o intuito de difamá-lo”.






