Na Mira

Hilux do Comboio guardava R$ 5 milhões em drogas em Águas Claras

Carro apreendido pela polícia estava estacionado em garagem de prédio com 194 kg de entorpecentes, como skunk e cocaína

atualizado

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Reprodução / PCDF
Volume de drogas do Comboio em carro choca moradores de Águas Claras
1 de 1 Volume de drogas do Comboio em carro choca moradores de Águas Claras - Foto: Reprodução / PCDF

A descoberta de drogas dentro de um carro na garagem de um prédio em Águas Claras chocou os moradores do condomínio. Policiais civis da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) apreenderam 194 kg de entorpecentes, avaliados em R$ 4,9 milhões.

A operação representou um duro golpe para os traficantes do Comboio do Cão (CDC), especializados em agiotagem e lavagem de dinheiro, que foram alvos da Operação Fratelli Bianchi.

Veja a quantidade de droga dentro do carro: 

De acordo com a PCDF, o núcleo impunha medo às vítimas com o uso de armas de fogo, ameaças a familiares e até a retenção de veículos como forma de garantir o pagamento das dívidas. O dinheiro obtido era ainda lavado por meio de empresas de fachada e laranjas, com o objetivo de sustentar financeiramente o braço armado da facção.


Entenda o caso: 

  • A Operação Fratelli Bianchi realizada nessa quinta-feira (25/9) cumpriu quatro mandados de prisão temporária e nove de busca, apreensão e sequestro patrimonial.
  • As buscas foram feitas em Águas Claras, Ceilândia, Samambaia e também em Alexânia (GO).
  • A operação resultou no bloqueio de dezenas de contas bancárias e no sequestro de imóveis e veículos ligados ao grupo.
  • As investigações tiveram início em julho deste ano, a partir da análise de materiais apreendidos em operações anteriores contra o tráfico de drogas.
  • Foi apurado que a própria facção, atua tanto nas ruas quanto dentro do sistema prisional.
  • Os elementos colhidos indicaram que o grupo, autônomo em relação às demais frentes do CDC.
  • Eles utilizavam recursos obtidos com o tráfico para financiar um esquema de agiotagem com empréstimos ilegais a juros extorsivos, cobrados sob ameaça de violência.

Investigados

Dois dos principais investigados já acumulam condenações pesadas: um deles soma mais de 46 anos de prisão por homicídio, tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. Um dos assassinatos atribuídos à facção, inclusive, teria sido cometido contra um próprio integrante do CDC e, mesmo assim, foi tolerado internamente, consolidando a liderança do autor dentro do grupo.

Segundo a Draco, os investigados poderão responder por organização criminosa, extorsão qualificada, agiotagem e lavagem de capitais. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de reclusão, além de multa. “Trata-se de um núcleo voltado especialmente à prática da agiotagem, que vinha sendo utilizado como frente de arrecadação ilícita para o Comboio do Cão”, destacou a Polícia Civil.

A operação mobilizou 90 policiais, entre integrantes da PCDF — incluindo equipes da Draco e da Divisão de Operações Especiais (DOE) — e agentes da Polícia Civil de Goiás, por meio da Regional de Águas Lindas.

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