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Na Mira

Comando Vermelho usava motorista de app para carregar armas de guerra

Motorista recebia cerca de R$ 1,5 mil para levar fuzis de grosso calibre para dentro de comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho

03/02/2025 15:28, atualizado 03/02/2025 15:44
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Reprodução
fuzis apreendidos

Um motorista de aplicativo que dirigia pelas ruas do Rio de Janeiro era usado como “transportador” pelo Comando Vermelho (CV). A facção criminosa contava com os serviços do motorista para movimentar, dentro do carro dele, carregamentos de fuzis de grosso calibre.

O motorista foi preso pela Polícia Federal (PF) na madrugada de quinta-feira (30/1), enquanto conduzia um carro que levava 11 fuzis, de calibres 5,56 e 7,62, para o Complexo da Penha, na zona norte do Rio – reduto do CV.

A prisão ocorreu 12 dias depois de o mesmo motorista ser libertado em audiência de custódia, em Campos dos Goitacazes, no norte Fluminense.

Na ocasião, ele havia sido preso por tráfico de drogas. O transportador da facção ganhava cerca de R$ 1,5 mil para receber e entregar fuzis dentro das comunidades dominadas pela facção.

Drogas apreendidas

Em 15 de janeiro, o motorista havia sido flagrado por policiais rodoviários federais quando dirigia um Ford Fiesta, no Km 203 da BR-101, na altura do município de Casimiro de Abreu (RJ), ao norte da capital carioca.

No decorrer da abordagem, os policiais rodoviários encontraram os seguintes itens no veículo dele:

  • 31,5 kg de maconha, distribuídos em 41 tabletes dentro de um saco preto;
  • 1.439 frascos de líquido de “cheirinho de loló”;
  • Dois galões de líquido semelhante a “cheirinho de loló”;
  • Dois pacotes com pinos transparentes vazios;
  • R$ 1.874 em espécie.

Levado para a 121ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro (Casimiro de Abreu), o motorista mudou a versão de que tinha pegado a droga em Casimiro de Abreu.

Ele contou que o carro tinha sido abastecido na Linha Vermelha e seguia para Macaé. Em momento algum, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ele alegou fazer corrida por aplicativo ou mencionou termos como “entregador” ou “destinatário”.