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Com eletrodos na cabeça, Magno Malta nega agressão a técnica: “Mentira”. Veja vídeo
A defesa de Magno Malta (PL-ES) diz, por meio de nota, que o senador teria reagido ao sofrimento físico – e não à profissional
atualizado
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O senador Magno Malta (PL-ES), denunciado por uma técnica de radiologia do Hospital DF Star por agressão, foi às redes sociais e negou as acusações. Ele gravou um vídeo dizendo que ainda está internado e que será avaliado por 12 horas. “Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”, disse, em vídeo.
Segundo Malta, o médico pediu desculpas e providenciou um especialista para “pegar a veia dele”. O parlamentar mostra o braço e ainda reforça: “Então é mentira. Eu não sei qual é a intenção dessa pessoa, mas é falsa comunicação de crime. Não toquei um dedo em ninguém”, nega.
O parlamentar também se pronunciou por meio da equipe jurídica, que emitiu uma nota. No documento, a defesa diz que Magno encontrava-se sob forte medicação, com a cognição comprometida. Nesse contexto, teria reagido ao sofrimento físico – e não à profissional –, acionando imediatamente o médico responsável por seu acompanhamento.
Vídeo do senador conversando com a equipe médica:
Nas imagens cedidas pela assessoria do senador, é possível ver Malta conversando com a equipe médica após o ocorrido. Segundo a técnica de radiologia, a agressão ocorreu quando a profissional da saúde iniciou a injeção de contraste no braço do parlamentar. O equipamento identificou uma oclusão e interrompeu automaticamente o procedimento.
“Não houve ato de violência”
O senador está internado após sofrer um mal súbito durante o deslocamento ao Congresso Nacional. Os advogados ressaltam que, em nenhum momento, houve qualquer ato de violência física ou verbal contra a técnica. A defesa acrescenta, ainda, que a versão apresentada pela profissional não encontra respaldo em elementos probatórios.
Ainda em nota, os advogados de Malta também sustentam que houve falha no procedimento realizado pela técnica, o que estaria evidenciado na evolução clínica do paciente: a trombose e o hematoma no membro superior seriam consequências objetivas de uma administração inadequada do contraste.
Imagens:
Agressão
Segundo a vítima, a agressão ocorreu durante um exame, na última quinta-feira (30/4), mesmo dia em que o boletim foi registrado. O hospital informou que abriu apuração administrativa sobre o caso.
De acordo com a profissional, o senador estava internado para realizar uma angiotomografia de tórax e coronárias. Ela era responsável por conduzi-lo até a sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo o teste de acesso venoso com soro. A técnica relatou que, ao iniciar a injeção de contraste, o equipamento identificou uma oclusão e interrompeu automaticamente o procedimento. Ao verificar, constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente.
Ainda segundo o depoimento, ao explicar a necessidade de compressão no local, o parlamentar teria reagido de forma agressiva, o que é negado pelo senador. Segundo a jovem, ele teria se levantado do aparelho e, quando a profissional se aproximou para prestar assistência, desferiu um tapa em seu rosto, chegando a entortar seus óculos. A vítima afirma ainda ter sido chamada de “imunda” e “incompetente”.
Assustada, a profissional deixou a sala e acionou outros integrantes da equipe, incluindo uma enfermeira e um médico. Conforme o relato, o senador teria recusado atendimento posterior. A técnica relatou dor e vermelhidão no rosto após o episódio e disse temer um novo encontro com o parlamentar. O caso foi registrado e será investigado pela PCDF.
Internação
O senador foi hospitalizado na quinta-feira após passar mal enquanto seguia para o Congresso Nacional. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou estar bem e em recuperação.
“Estou no hospital. Acabei de fazer uma tomografia e, graças a Deus, estou bem. Queria estar no plenário para me pronunciar, porque hoje é um dia muito importante. Mas estou bem. Vou voltar mais forte”, declarou.
Segundo ele, o mal-estar ocorreu durante o deslocamento ao plenário, onde seria analisado o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que trata da revisão de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.






