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Chucky do crack: o “boneco do crime” por trás de R$ 150 milhões em drogas no DF

Segunda fase de operação da Coordenação de Repressão as Drogas (Cord) desmantela rede milionária de tráfico comandada por “Chucky” no DF

atualizado

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Arte/Metrópoles
Boneco cortando droga com tesoura
1 de 1 Boneco cortando droga com tesoura - Foto: Arte/Metrópoles

Nas primeiras horas desta terça-feira (7/4), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a segunda fase da Operação Monopólio, ofensiva de grande porte contra uma das mais estruturadas organizações criminosas da capital da República. A ação mobilizou dezenas de agentes e resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão.

As ações ocorreram principalmente na Cidade Estrutural, onde foram realizadas 12 diligências, além de intervenções em Ceilândia – com dois mandados cumpridos –, e nas cidades de Aparecida de Goiânia (GO) e São Paulo, com uma ação em cada local. O objetivo é desarticular um grupo especializado no tráfico de drogas e em lavagem de dinheiro. Ao todo, 19 pessoas foram indiciadas.

No centro das investigações, está Fabiano da Silva Lira, conhecido como “Chucky” — apelido inspirado no icônico boneco assassino do cinema. Assim como o personagem fictício, o criminoso construiu reputação marcada por violência, controle territorial e esquema sofisticado de atuação unindo tráfico em larga escala e mecanismos de crime financeiro.

Movimentação milionária

As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 60 milhões nos últimos quatro anos, valor diretamente ligado à venda de drogas, como cocaína, maconha e, principalmente, crack. Desde o início das atividades, segundo as diligências policiais, o montante das movimentações ultrapassa R$ 150 milhões. Essa quantia foi gerada a partir da atuação em aproximadamente 25 bocas de fumo, concentradas principalmente na Cidade Estrutural, onde a organização exercia forte controle territorial.

O volume financeiro evidencia a capacidade operacional do grupo, que funcionava com características semelhantes às de uma empresa estruturada, ainda que baseada em atividades ilícitas.
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Ações contra o Chucky do crack em são Paulo e Aparecida de Goiânia
Armas foram apreendidas durante a operação
Drogas também foram localizadas pelos policiais
Essa é a segunda fase da Operação Monopólio
A ação mobilizou dezenas de agentes e resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão
Fotos de disparos para impor medo na luta pela territorialidade
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Fotos de disparos para impor medo na luta pela territorialidade

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Ações contra o Chucky do crack em são Paulo e Aparecida de Goiânia
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Ações contra o Chucky do crack em são Paulo e Aparecida de Goiânia

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Armas foram apreendidas durante a operação

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Drogas também foram localizadas pelos policiais
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Drogas também foram localizadas pelos policiais

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Essa é a segunda fase da Operação Monopólio
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Essa é a segunda fase da Operação Monopólio

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A ação mobilizou dezenas de agentes e resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão
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A ação mobilizou dezenas de agentes e resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão

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O número milionário demonstra que a organização utilizava uma rede distribuída de operadores financeiros, com divisão de responsabilidades e pulverização de valores, estratégia que dificulta o rastreamento por parte das autoridades.

Mesmo com essa descentralização, o líder mantinha controle direto sobre parte significativa dos recursos. Segundo a apuração, o “Chucky do crack” movimentou pessoalmente mais de R$ 12 milhões nesse mesmo período, sendo que, em análise anterior, já havia sido identificado um fluxo de aproximadamente R$ 6 milhões em sua conta pessoal entre 2022 e 2024. Esses dados reforçam o papel central do traficante não apenas na liderança operacional, mas também na gestão financeira do esquema.

Lavagem de capitais

Para dar aparência lícita ao dinheiro obtido com o tráfico, a organização investia em um elaborado sistema de lavagem de capitais. Uma das empresas utilizadas nesse processo chegou a movimentar mais de R$ 14 milhões, indicando o uso intensivo de pessoas jurídicas como fachada. O grupo utilizava distribuidoras de bebidas, empresas fictícias e emissão de notas fiscais frias para justificar movimentações incompatíveis com atividades legais.

Outro mecanismo identificado foi o uso da técnica conhecida como “smurfing”, que consiste na fragmentação de grandes quantias em pequenos depósitos distribuídos em diversas contas bancárias. Essa prática tem como objetivo evitar alertas automáticos do sistema financeiro e dificultar o rastreamento da origem ilícita dos valores, tornando o esquema ainda mais complexo.

A ofensiva policial desta segunda fase resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, com ações concentradas na Cidade Estrutural, além de de Ceilândia, Aparecida de Goiânia e São Paulo.

Chucky – o retorno

As penas previstas para esses crimes podem chegar a patamares elevados. Integrar organização criminosa pode resultar em até 8 anos de prisão, o tráfico de drogas prevê penas de até 15 anos, e a lavagem de dinheiro pode alcançar 10 anos de reclusão. Somadas, essas sanções podem representar longos períodos de encarceramento para os envolvidos.

A primeira fase da operação, realizada em maio de 2025, já havia demonstrado a força da organização, cumpriu 22 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão, além do bloqueio de 26 contas bancárias e sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e estabelecimentos comerciais. Na ocasião, “Chucky” foi preso, mas as investigações indicaram que a estrutura criminosa tentou se reorganizar, motivando a nova ofensiva.

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