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Na Mira

Chamado de "voz de bichinha", vendedor é espancado por seis homens

Vendedor foi cercado por seis homens, espancado com socos, chutes e até com o próprio tênis; criminosos ainda roubaram seus pertences

01/07/2026 13:49
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Reprodução/Redes sociais
homem com rosto machucado

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) investiga um violento espancamento com indícios de motivação homofóbica contra um vendedor de 44 anos, na Praia das Palmeiras, na região continental de Florianópolis. A vítima foi cercada por seis homens, agredida com extrema violência e ainda teve pertences roubados durante o ataque. O casso ocorreu em 22 de junho, mas só veio à tona nesta quarta-feira (1º/7).

Segundo o relato da vítima, que pediu para não ter a identidade revelada, ela caminhava pela orla da praia após retornar do trabalho quando foi abordada por um grupo de cinco rapazes vestidos com moletons, aparentando serem estudantes. Pouco depois, um sexto homem, mais velho, aproximou-se de forma agressiva e iniciou as ameaças.

“Ele veio para o meu lado e falou assim: ‘prepara que você vai morrer, prepara para apanhar'”, contou o vendedor. Em seguida, os demais integrantes do grupo retornaram e passaram a espancá-lo com socos no rosto, chutes e golpes na região das costelas. Durante as agressões, a vítima afirma ter ouvido frases como “morto não ouve, morto não vê”.

Roubo de objetos

Além da violência física, os criminosos roubaram a chave da residência e os tênis do homem. As agressões prosseguiram com golpes desferidos utilizando o próprio calçado da vítima, aumentando ainda mais a gravidade do ataque.

Após conseguir escapar, o vendedor recebeu ajuda da proprietária da quitinete onde morava, que o acolheu na garagem da residência. O marido dela o levou de carro até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde permaneceu em observação médica por cerca de quatro horas. Exames de raio-X foram realizados para descartar traumatismo craniano.

Ainda na unidade de saúde, policiais militares colheram o depoimento da vítima e registraram a ocorrência. Em nota, a Polícia Militar informou que todas as equipes do 22º Batalhão foram mobilizadas para realizar buscas na região, mas nenhum dos suspeitos foi localizado.

Inquérito instaurado

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os crimes de roubo e outros delitos relacionados ao caso. Conforme as investigações, a maior parte dos agressores tem menos de 18 anos. Até o momento, ninguém foi preso ou apreendido.

O Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), do Ministério Público de Santa Catarina, também passou a acompanhar o caso, oferecendo orientação e assistência ao vendedor.

Por temer novos ataques, a vítima decidiu deixar o imóvel onde morava e se mudou com o auxílio de colegas de trabalho. Amigos organizaram uma vaquinha virtual para ajudá-lo a recomeçar a vida em um novo endereço, arrecadando recursos para a compra de itens essenciais, como geladeira, fogão e botijão de gás.